A 600° Celsius – Stanley Williams

A obra é narrada em primeira pessoa pelo cientista estadunidense Stanley Williams que estava junto com outros cientistas num evento voltado ao estudo de vulcões. Esse encontro ocorreu na Colômbia, em 1993. A cereja do bolo seria a atividade “in loco”, na qual os pesquisadores recolheriam materiais no vulcão Galera (4.275m), fariam medições de gases, vibrações e radiação. Embora a leitura não seja muito dinâmica, ela envolve o leitor pelo conteúdo científico na qual é apresentado em uma leitura de fácil interpretação. Além de todo o conteúdo científico que, por si só já valeria a leitura, ainda há uma série de informações históricas de erupções catastróficas que ocorreram na terra ao longo de centenas de anos.

Tudo isso sem deixar de lado o espírito de exploração. No montanhismo um número muito pequeno de escaladores investe na ascensão de vulcões ativos. E ainda nos dias de hoje é extremamente difícil dizer com precisão quando um vulcão entrará em erupção. Muitas vezes ainda nem se consegue prever que terá erupção.

Escalar um vulcão já é uma experiência que imagino ser legal. Escalar um vulcão ativo deve ser incrível! Mas estar num vulcão no momento da erupção é simplesmente um inferno! É justamente o que acontece com a equipe de cientistas no vulcão Galeras. Houve mortos, feridos, e as marcas físicas e psicológicas permaneceram nos sobreviventes desse desastre. Stanley foi atingido na cabeça por rocha vulcânica e teve a perna quase amputada. Perdeu seis companheiros nessa tragédia.
É uma leitura obrigatória para qualquer montanhista e/ou apaixonado por ciência. É um livro rico em informação e detalha as mais variadas faces de uma erupção e seu poder de destruição. Eu recomendo a leitura.
Obs: Esta semana no Japão houve erupção no vulcão Ontake. Haviam muitos montanhistas no vulcão no momento da erupção. Cerca de 50 pessoas morreram. Esse é mais um trágico acontecimento que mostra como é perigosa a prática de montanhismo em vulcões ativos.
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