Mochilão Brasil – 13º Dia -Conhecendo Superagüi – PR

Definitivamente não tem como dormir bem deitado apenas em cima de isolante térmico de 6 mm. Mas tudo bem, quem ta na chuva é para se molhar. E por falar em chuva, que chuva! À noite inteiro vento forte e chuva grossa. As 08h30min dei um trato no visual e fui procurar algum lugar para tomar café da manhã. Na casa de pescadores que havia jantado no dia interior vi uns doces que interessaram. Pedi um pedaço enorme de torta de maracujá e uma xícara de café. O café era ótimo, e a torta um pouco enjoativa. Mas enfim, me custou só R$ 3,50 e encheu a barriga. Depois do café da manhã, resolvi caminhar pela Praia Deserta. Adivinha o porquê desse nome? haha. Caminhei muito, e pelo caminho vi alguns pescadores, e uns três ou quatro turistas. Distante do vilarejo, onde já não se tinha sinal algum de vida por ali, encontrei um senhor. Ele estava pescando com linha de mão, era cego de um olho. Pedi a ele se achava que o tempo iria melhorar. Ele disse com aquele jeitão de pescador que o tempo iria permanecer igual o resto do dia. Deveria ser 10h00min quando resolvi parar e voltar. Voltei até o camping e tomei água. Como não tinha o que fazer, resolvi caminhar para o outro lado da praia. Para esse lado vi menos gente ainda! Uma criança galopando num cavalo branco e algumas poucas pessoas caminhando. Caminhei por 45min até começar a chover. Então voltei até a casa de pescador para ver se eles serviam algum almoço. Por R$ 8,00 comi um PF com arroz, feijão, salada de cenoura e tomate, camarão frito e molho de camarão. Tinha tanto camarão que nem consegui comer tudo, estava uma delícia. Depois de almoçar a jovem que trabalhava na casa, me convidou para participar da ceia de réveillon, por R$ 18,00. Já que o almoço estava ótimo e paguei apenas R$ 8,00, aceitei de imediato.
Continuava a ventar forte e às vezes chover. Resolvi ir para a barraca dormir. Já que o celular estava sem bateria a dois dias, e o mp3 sem pilha a três dias. A tarde foi longa, o tempo só foi piorando, e ouvir o vento forte chacoalhando a barraca é desagradável. Dentro da barraca já tinha areia por todo lado, pois o vento fazia com que a areia passasse pela telinha de forração da barraca. Tudo estava grudando por causa da maresia. Finalmente deu 20:00 e fui para a ceia. Tinha umas 25 pessoas ao total na casa. Na mesa, frutas, peixes e bolos. Muito estranha aquela ceia. Sem contar que eu via o cachorro entrando e saindo o tempo todo da cozinha. Comi até ficar estufado, afinal de contas eu tinha pagado R$ 18,00! Depois voltei para a barraca para dormir. Só sei a hora que acabou o ano quando escutei:
“- Aê galera, ano novo chegou!! Bruno, traz um bec para comemorar!”




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1 Comment

  1. DiegoDotta Reply

    Ooo Rapaz!! Esse clima na região é dureza, mas acho que o problema da sua estadia na ilha é que voce estava com clima para o agito da ilha do mel, porque na “teoria” esse lugar é um paraíso, o legal é ir para lá com um livrinho e deixar a vida te levar, ou o vento, hehehehehehe…

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