Mochilão Brasil – 14º Dia – De Superagüi a São Fco do Sul – SC

Acordei por volta das 05h00min sem despertador algum, tamanha vontade de sair de Superagüi. Comecei a desmontar a barraca meio que no escuro. Como minha barraca é muito pequena e no “camping” não existia nada parecido com mesa, tudo que eu tinha na mochila tive que colocar em cima do capim. Pois para colocar as coisas no mochilão era necessário primeiro colocar o saco de dormir, isolante térmico e barraca. Ainda de mau humor após uma noite mal dormida, desmontei a barraca e guardei ela suja de areia mesmo. Minhas roupas e utensílios também já estava tudo sujo, por causa da maresia. Era 07:00 quando cheguei no píer para esperar algum barco que me levasse para Paranaguá. No píer já tinha outros dois mochileiros esperando barco. Um rapaz de e uma garota. Ambos de Curitiba. Como ventou muito nas últimas horas e choveu bastante, o mar estava de ressaca. Logo imaginei que ninguém ousaria colocar o barco para transporte. As 10h00min resolveram que um barco partiria para Paranaguá. Embarcaram umas 20 pessoas. Era o mesmo barquinho com que eu tinha vindo para Superagüi.
Ainda no mar de dentro, a mulher que auxiliava o “comandante”, pediu que quem tivesse água era pra dar pra ela colocar no radiador, porque estava secando. Assim que colocou a água, um jato de água quente espirrou do radiador. E aí então começou a saga da falta de água. O “comandante” resolveu então colocar água de mar no radiador, e assim foi. De repente a incompetente da auxiliar do cara deixa cair a tampa do radiador em cima do bloco do motor. Adivinha? A tampa derreteu na hora e pegou fogo. Agora se não bastasse além de estar vazando água, o radiador também não tinha mais tampa. Começamos a enfrentar as ondas gigantes do mar aberto. Ondas de mais de 2m batiam com tudo na popa da embarcação. Cada vez que eu escutava o comandante colocar o barco no ponto morto, gelava de medo, pois sabia que vinha uma onda enorme em nossa direção. Tinha que se segurar no barco, pois a água batia com muito força na gente, se desequilibrasse era um mergulho na certa. As ondas eram tão grandes que tivemos de enfrentá-las de frente, ao invés de seguir a margem de areia para chegar a Paranaguá, fomos na diagonal. O que fez a viagem durar 3hrs meia. Cheguei a Paraguá puto da cara, todo grudando de água salgada, e indignado pela falta de segurança no transporte marítimo local. Na rodoviária comprei passagem para o bus que só iria sair 16:30. Detalhe que era só 13:30. Peguei o bus sem imaginar que teria pela frente ainda. Um congestionamento enorme. Que envolvia as praias de Paranaguá, Matinhos, Guaratuba e Itapoá. Estava previsto para o bus chegar 20h00min em Joinville, chegou 22h30min! Na rodoviária fui ver se tinha bus para São Chico. Nada! Para Jaraguá, nada! Por sorte apareceu um ônibus trazendo algumas pessoas de São Chico. Pedi ao motora se ele voltaria para São Chico, ele disse que sim. Mas rapidamente ele falou que tinha acabado as linhas. Ofereci R$ 10,00. Ele só disse: – Sobe aí e fica no fundão. 23h30min ele me deixa no principal trevo entre centro histórico de São Francisco e Ubatuba. No trevo liguei par minha mãe, que estava na casa em Ubatuba, para vir me pegar. FIM DO MOCHILÃO AO MS
Agradeço a todos aqueles que participaram de forma direta ou indireta nessa trip, um forte abraço ao Arley, Juliano, Andreas, André, Tatiane, Iomilson, Renata, Suzanne, Maite, Alexandra, Alessandro, Giuliano, Mario, Marcelo, Ilza, Cláudio, Luciana, Anderson, Giuliano e aos brothers da carona de Kombi!
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Glauco
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