Mochilão Brasil – 2º Dia – Balneário Municipal e Bóia-Cross – MS

Acordei as 06h00min. Coincidentemente meu celular despertou junto com o celular o outro companheiro de quarto, o Juliano (Gaúcho). Nós três nos arrumamos e fomos tomar café da manhã. Todos os dias em que estive no Hostel de Bonito o café da manhã me agradaram. E nesse tempinho de se alimentar conversei um pouco com o Juliano e o André. O Juliano era de Passo Fundo – RS e o Andre de Natal – RN. O Gaúcho iria passar 8 dias em Bonito e André apenas mais 2. Pois seguiria viajem rumo à Machu Picchu.
Depois do café da manhã aluguei uma bike no albergue para ir ao Balneário Municipal. Paguei uma bike sem marcha por R$ 10,00 a diária. O Balneário ficava a mais ou menos 8 km do albergue. Arrumei minha mochila de ataque, peguei um mapa da cidade no albergue mesmo e iniciei a pedalada. Metade do percurso foi dentro da cidade e outra pela BR. No caminho fui observando a rotinas das pessoas, as plantas diferentes e a quantidade surpreendente de pick-ups. Vi lagartos, cobras, aranhas e gaviões no caminho.
Na rua secundária que dava acesso ao Baln. Municipal passeio pelo rio Formoso. Fiquei espantado com a claridade da água. Fiquei uns dez minutos batendo fotos e fazendo vídeos. Era o primeiro contato real com o que eu vinha à meses olhando através de fotos e vídeos do youtube.
Nesse pontilhão observei os peixes do alto. Incrível ver peixes daquele tamanho ali.
Segui uns 100 metros e cheguei o Baln. Municipal.
Para entrar paguei R$ 15,00.
Caminhei mais uns 100 metros e cheguei a beira do rio. Muitas pessoas se banhavam, brincavam com seus filhos no gramado, ou jogavam vôlei na quadra de areia. Ao se aproximar da margem do rio fiquei pasmo. A quantidade de peixes nadando em volta das pessoas era enorme. Muitas pessoas os alimentavam com ração vendida ali mesmo. A água verde clara era de tirar o fôlego. Dei umas voltas pelo Balneário, fiz algumas trilhas, e até fiquei na sombra cochilando e escutando música no meu mp3. Mais tarde, meio dia talvez, resolvi entrar na água. Lugares com 0,5m ou 5m de profundidade não tinham diferença alguma a olho nu. Mergulhei em um local tentando tocar o fundo, e pensei que não estava conseguindo mergulhar, pois o solo não chegava e nem parecia estar chegando perto. Quando resolvi voltar, ao olhar pra cima que percebi o quanto eu tinha descido. Cheguei a superfície dando aquela puxada de ar!
Depois almocei ali mesmo no Baln. Paguei R$ 12,00 por uma PF e mais R$ 4,00 por uma garrafa de 1,5L de água.
As 14h30min saí do Baln. Municipal para ir ao Hotel Cabanas. Nesse hotel eu tinha agendado as 15:00 o Bóia Cross. O Hotel ficava apenas 200m do Baln. Municipal. No Hotel aguarde dar meu horário vendo fotos de passeios de bonito e animais soltos pelo jardim. Tinha até um tucano que adorava pousar para as fotos com o pessoal. Perto das 15h00min chegou o Juliano e bike e sunga vermelha. Logo que chegou disse que todo mundo na cidade ficou impressionado ao ver alguém andando de sunga pelo interior.
Fizemos uma trilha de uns 350m até chegar ao ponto de partida do Bóia Cross. Eu não esperava grandes emoções. Mas se eu não fizesse esse passeio eu teria ficado curioso em saber como é descer uma cachoeira feita de calcário. Já no início falei ao instrutor que descia junto para me deixareu descer nos piores lugares. Em alguns pontos é o instrutor que coloca o pessoal nos lugares certos da cachoeira para descer. Nessas ocasiões eu sempre me ferrava. Em quanto todo mundo descia no lugar mais calmo e sem pedras, eu ia de rolo por cima de tudo. Em uma das quedas fiquei preso num refluxo, como o colete que nos era dado não era para águas brancas, fiquei o tempo suficiente para descer e subir umas quatro vezes até se escapar daquele borbulho.
O passeio de Bóia Cross custou R$ 40,00.
Na volta eu e o Juliano víamos conversando sobre a cidade e sobre as viagens que ele já tinha feito. No centro da cidade damos muitas risadas com os olhares das pessoas em relação à ele. Na praça do centro, paramos para bater fotos das Piraputangas. Estátuas de dois peixes da espécie mais comum em Bonito. Paramos na padaria, compramos qualquer coisa pra comer e voltamos ao albergue. No albergue iniciei minha rotina de toda noite tomar uma garrafa de cerveja. Conheci muita gente nessa primeira noite. O paranaense advogado, muito engraçado. O casal da Nova Zelândia que tinham acabado de chegar da Bolívia. Também conheci a amiga do André, Tatiana se não me engano. O primeiro dia em Bonito foi muito bom.
BR de Acesso à Bonito

Piraputangas no Balneário Municipal

Tucano no Hotel Cabanas
Praça principal, no centrinho de Bonito

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Glauco
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