Mochilão Brasil – 3º Dia – Gruta do Lago Azul e Arvorismo – MS

Acordei um pouco mais tarde, 06h30min. Enquanto tomava café a Ivete veio me informar que 07h40min eu tinha que estar pronto para visitar a Gruta do Lago Azul. Engraçado que passei meses planejando a viajem, decidindo datas e hora dos passeios, mas acabei que na hora viajar nem trouxe meu roteiro. Quando a Ivete me avisou já era 07h25min. Rapidamente lavei a louça que sujei e fui para o quarto arrumar a mochila. 07:40 me encontrei com o casal que iria me dar carona. Era o Iomilson e a Renata. Eles eram de Cáceres – MT. Levamos em torno de 30min para chegar até a base do passeio. Nesse tempo fomos conversando e cumprimentando os colonos que agente via pelo caminho. Na base do passeio colocamos uma toquinha muito gay e o capacete de proteção. A caminhada até a entrada da Gruta não levou mais que 10min. Na entrada da Gruta recebemos algumas informações referentes à segurança e sobre a Gruta. Descemos se não me engano 127m. Este caminho até o interior da Gruta era feito com escadas de pedra de calcário. Era bastante liso, tinha que ter bastante cuidado para não escorregar. Durante a descida fizemos 5 pequenas paradas. A partir da 3a podíamos tirar fotos. Porém só na hora que o guia deixava. Foi na 3a parada que vi o azul forte do lago. Na última parada ficamos uns 15 minutos, apreciando o teto da caverna com estalactites e a águas impressionante azul da caverna. O lago tem mais de 80m de profundidade e apenas dois tipos de vida. Um camarão albino e cego e uma minhoca de caverna. Tive a sorte de pegar um horário em que o sol bate em cima da água. Dando ainda mais vida aquele azul intenso. Foi umas das imagens mais lindas que tive em Bonito. Nestes passeios não podemos se quer entrar na água. Para evitar a contaminação da mesma com suor, protetor solar, repelente e etc. Este passeio custou R$ 36,00. Na volta eu, Iomilson e Renata conversamos sobre as diferenças entre os estados brasileiros, Iomilson me falou muito sobre sua região, e também por onde já tinha viajado. Ele conhecia 20 estados brasileiros. Ao chegar no albergue não aceitaram pagamento da carona. Falaram que a conversa valeu como forma de pagamento. Insisti mais ainda assim não aceitaram. Então os convidei para tomar uma cerveja antes do almoço. No albergue ficamos conversando por mais um bom tempo. Nesse dia almocei X-Bacon. Custava R$ 6,50 na cantina do hostel. No início da tarde aluguei novamente a bicicleta, mas dessa vez a de marcha. Eu tinha que ir novamente ao Hotel Cabanas porque tinha agendado Arvorismo. Levei só 20min para chegar lá. O sol que peguei foi foda! Marcava 36ºC no termômetro no centro da cidade. Na BR parecia bem mais, por causa do asfalto. Cheguei no Hotel todo suado. Tomei minha a água da minha garrafinha de 750ml num gole. Na preparação para o arvorismo fui saber que faria o passeio com uma família da Bolívia. O Sr. era brasileiro, já sua mulher e seus três filhos, bolivianos. O Homem e a mulher eram gordos, as crianças não. O menor tinha uns 4 anos, era o Antonito. Dai tinha o de uns 12 anos. E a filha mais velha, muito bonita de uns 17 anos. Durante o arvorismo não tive nenhuma dificuldade. Me criei subindo em árvores e brincando com cordas nas casas em construção atrás da minha. A família era lenta, e como eu fui na frente, ficava indo e voltando. Zuei um monte neste passeio. No final, tinha que tirar os calçados para a tirolesa que caía no rio Formoso. Assim que tirei minhas botas, começou uma trovoada de verão. Minhas botas encharcaram. Era meu único calçado fechado da viajem. A tirolesa foi legal, pena que eu não estava afim de pegar de volta minhas botas encharcadas. No hotel esperei que a chuva parasse para partir. Pois minha mochila ainda não estava molhada. Assim que o tempo melhorou peguei a bike e segui de volta ao albergue. Ainda na BR uns 10 min de eu ter saído do hotel, voltou a chover. Parei no meio do mato debaixo de uma árvore segurando a bolsa contra o peito para que não molhasse. Mas não adiantou. Fiquei lá por uns 5min. Passou uma galera do albergue de bike por mim, eram os colombianos. Como eu ja estava molhado, e também com medo de ser picado por alguma cobra ali, resolvi seguir na chuva mesmo. Coloquei na marcha mais pesado e pedalei forte. No centrinho comprei dois pães franceses, um litro de leite e 1,5L de água. Custou R$ 3,00. No albergue tomei banho, coloquei tudo pra secar e tomei o litro de leite que tinha comprado. Depois comi um pão francês e duas mangas e peguei das árvores do pátio do albergue. À noite fiquei conversando com a galera na cantina.
O Belíssimo Lago Azul

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Glauco
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