Mochilão Monte Roraima – 6º Dia de Trekking

10 minutos antes de chegar ao
acampamento do rio Tek

Finalmente após uma noite menos fria, acordei bem disposto! Era o último dia no topo do Roraima, e esse seria bem puxado! A galera disse que fiz muito barulho resmungando a noite, vai saber! haha Talvez estivesse comemorando inconscientemente uma noite mais agradável.

Assim que levantei comecei a guardar minhas coisas e desmontar a barraca. Antes mesmo do café da manhã estar pronto, minha mochila já estava preparada para partir.
O café da manhã foi reforçado, pois no almoço não teríamos na verdade somente um lanche.
Tomei mais um comprimido de ibuprofeno, muita água e iniciei a volta pra casa. Combinamos que nos encontraríamos em frente à Pedra Maverik, então, até nesse ponto não fomos todos juntos. Eu não conseguia decidir se subiria ainda o Maverik ou não. Estava com muito receio do esforço no joelho para a descida da montanha, e subir o Maverik forçaria ainda mais meu joelho já no início da manhã. Mas ao chegar em frente a essa saliência rochosa, e ver o céu azul que nos brindava, não resisti.
Comecei a caminhar rumo ao Maverik seguido da maioria dos companheiros de trekking. A subida cansa um pouquinho, por serem os primeiros passos fortes da manhã. Fui o primeiro ao chegar no topo da pedra, e cumprimentei um a um que chegava ali. O dia estava lindo, soprava uma brisa harmoniosa. Estávamos todos muitos felizes. Tiramos várias fotos, inclusive com o guia auxiliar Yirso, que estava envergonhado de ser também fotografado.
Ponto culminante do
Monte Roraima, 2760m!

O topo da Pedra Maverik, é o ponto culminante do Monte Roraima, eu meu GPS marcou a altitude de 2760m. Foi uma grande sorte estarmos lá em cima num dia tão lindo! Cada um acrescentou umas pedrinhas ao totem de marcação. A Elaine ao colocar a dela acabou derrubando a minha, e na hora eu disse: “- Você derrubou minha pedra! Vai me trazer azar!” Foi pra dar um sustinho nela, ela levou a sério. E colocou novamente minha pedrinha no lugar.
Iniciamos então a descida até onde havia ficado o restante do grupo e nossas mochilas cargueiras. Peguei minha mochila e segui a passos firmes a trilha rumo à base do Roraima. Yirso me deixou seguir sozinho, então pude ir em meu ritmo, tomando um enorme cuidado para evitar impactos desnecessários em meus joelhos. Não demorou muito para eu chegar ao ponto onde caiu o helicóptero, ou seja, onde termina a subida mais íngreme após o Passo de Lágrimas. Ali esperei novamente chegar o Yirso e mais alguns trekkers. Fui liberado para descer até a base do Roraima, sem precisar esperar ninguém. Nesse trecho, me acompanharam o Ralf e a Elaine.

Elaine e Ralf descendo
o Passo de Lágrimas

A descida até o Passo de Lágrimas deve ter durado uns 15 minutos, fiz algumas fotos também durantes essa parte. Como eu seguia num ritmo confortável de caminhada, a Elaine seguiu na frente. Eu e Ralf andamos juntos até o acampamento base do Roraima. Ali estavam os índios preparando as frutas e uma comidinha leve. Esperamos quase todos do grupo chegar, e próximo da uma hora da tarde reiniciamos o trekking.
Essa caminhada durante a parte da tarde foi bem cansativa. O sol estava bem forte, e as pernas já mais fracas. Durante esse trajeto, eu e Ralf seguimos caminhando parcialmente no mesmo ritmo. Em terreno plano ele andava a 7 km/h e nas partes com declive caía pra 3 km/h. Já eu andava sempre na casa de 5 km/h. Acho muito bom ter o GPS junto numa situação dessas. Como acadêmico de exatas fico calculando o tempo todo que horas vou chegar ao destino.

Vista durante a descida
do Passo de Lágrimas

Fui o primeiro a chegar ao acampamento do rio Tek, e cruzei novamente sem ter que pisar na água, fui somente saltando pelas pedras. Ranieri chegou correndo atrás de mim querendo saber por onde podia passar sem se molhar! haha

Assim que cheguei, montei minha barraca, e parti para um mergulho no rio Tek! Estava há dias sem banho! Nem quero fazer as contas! Foi um banho bem gelado, de só cinco minutinhos, mas que valeu muito a pena! Peguei as roupas quase podres da mochila e coloquei para pegar um pouco do sol que ainda cobria o acampamento. A galera realmente demorou para chegar, alguns, bem cansados, chegaram e caíram direto na barraca para uma soneca. Eu então fiz algo que jamais imaginaria que iria acontecer!
Entardecer no acampamento rio Tek

Descobri que os índios vendiam cervejas quentes! Não pensei duas vezes, fiz questão de torrar meus bolívares com a cerveja! Não sei se era por estar muito tempo sem beber cerveja, ou se aquela cerveja é feita pra beber a temperatura ambiente, mas achei ótima! Tomei até ficar alegre e bem calmo haha! Aproveitei para socializar com trekkers de outros grupos, principalmente venezuelanos.

No jantar tivemos a última reuniãozinha, e depois ficamos sentados olhando as estrelas. Estava uma noite linda!

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Glauco
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