Mochilão América do Sul – Dia 22 – Expedição 4×4 entre Lagunas e Deserto de Siloli – Bolívia

Conforme tínhamos combinado com nosso motorista no dia anterior, acordamos as 07:00 hs, tomamos um café da manhã e as 08:00 hs partimos com nosso 4×4. A viagem a partir desse ponto seria através de uma região completamente desértica. A primeira grande atração que paramos para observar e tirar fotos foi o Valle de las Roccas. Pedras vulcânicas esculpidas por vento e areia, que com o passar de muitos e muitos anos ficam com geometrias diferentes e bonitas. Parecidas com as do desenho animado do Papa Léguas! rs

Valle de las Roccas

Seguindo viagem, saímos da estrada, e a partir desse ponto andávamos sem regras, sem placas, sem caminho demarcado. Apenas nosso jipe a mais de 100 km/h e o deserto que não terminava aos nossos olhos. Ao nosso redor vários vulcões. Muitos deles com mais de 5000m de altura.

Resolvemos parar para almoçar dentro de um pequeno cânion. O clima típico de deserto já castigava meu organismo, que depois de quase um mês de viagem, já não estava muito bem. Uma tosse seca fazia chiar meu peito. Enquanto nosso motorista esquentava o rango, ficamos ao sol se aquecendo e admirando a beleza do lugar. Almoçamos lebre de deserto (pra mim estava mais para frango cortado errado) e tomamos até Coca-Cola.
No topo da pedra

Enquanto o pessoal ainda tirava um tempo para descansar, resolvi subir uma pedra enorme. Tive que subir um barranco de uns vinte metros, que já me deixou sem ar, pois estava a mais de 4000m. Então comecei a escaladar a pedra. Não foi fácil, se eu caísse em uma fenda, iria de rolo pelo barrando que tinha subido. Mas consegui, e fiz uma pilha de pedras bem próximo da extremidade da pedra. Lá de baixo o Martín registrou o momento, tirando fotos minhas.
Descer foi ainda mais difícil. O motorista e o pessoal me chamando para ir embora, e eu trancado sem conseguir descer. Estava soando frio, com medo. Acabei pulando de uns 2 metros de altura. Felizmente não me machuquei. Seguimos viagem e o próximo destino foi a muito conhecida Arbor de Piedra! Quem nunca viu uma foto dela?! O que me surpreendeu foi seu manho, sempre imaginei que fosse pequena. Ela está localizada em um região de muito vento, não há montanhas próximas. E por incrível que pareça, fazia muito frio. O vento parecia nos cortar ao meio, de tão gelado.

Durante a tarde, passamos por várias lagunas. Todas ácidas, por isso elas possuem coloração que varia de verde, branco, vermelho e cinza. Em todas vimos flamingos, em algumas mais em outras menos. A mais bonita eu achei a Laguna de las Holas. Já perto do final do dia, chegamos ao nosso refúgio.  Uma espécie de albergue no meio do deserto. As camas eram bastante confortáveis, o quarto espaçoso. Deixamos as mochilas lá e fomos até a Laguna Colorada, que fica a 10 min do refúgio, seguindo de 4×4. Estava ventando muito no local!

Quando paramos o jipe, o vento soprava contra minha porta. Tive que fazer uma força absurda para abri-la. Ao sair do carro, observei que o carro chacoalhava com as rajadas de vento, mas chacoalhava muito mesmo! A Laguna Colorada é a maior de todas, possui uma quantidade imensa de flamingos. Foi a paisagem escolhida para participar do concurso das novas sete maravilhas naturais do mundo. Nos sentamos no gramadinho que tem em volta dela para observar os flamingos. A beleza desse pássaro é surpreendente. Caminham pela água em grupos, parecendo que estão ponto em prática uma coreografia já ensaiada. E é incrível como sua coloração muda de acordo com a laguna onde passa mais tempo. Por estarem na Laguna Colorada, estavam bem rosa, isso porque a laguna possui muitas algas vermelhas.
Voltamos ao hostel. O banho para quem quisesse teria que ser pago. Algo como uns $15,00 bol. Não tomei banho.
Arbor de Piedra

Nossa janta demorou para sair, todas as expedições tinham jantado e nós ainda não. Reclamamos com nosso motorista e as cozinheiras.
Enquanto esperava a comida chegar, os argentinos pediram para eu ensinar um pouco de português. Foi divertido.

Jantamos lasanha, que acabou sendo pouca para nossa fome, paciência. Após jantar, ficamos conversando. Então veio uma brasileira falando em espanhol pedindo se alguém tinha termômetro. Eu disse que tinha, em português. Ela deu risada, achando que todo o grupo era de argentinos. Emprestei o termômetro. A garota que estava com febre estava mal por conta da altitude e também de uma gripe. Fomos dormir um pouco mais cedo, as 21:30 hs. Teríamos que acordar cedo no dia seguinte.

 


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