Mochilão América do Sul – Dia 25 – De Humauaca à Iruya – Argentina

Parte final da cidade
Como já tinha deixado minhas coisas semi-arrumadas, ao acordar coloquei tudo para o lado de fora do quarto e fui tomar o café da manhã. Eu ainda tinha pães, sardinhas e o suco concentrado, foi o suficiente. Estava chegando a hora de partir e meus amigos não vinham, já estava achando que Martín e Carla iriam se atrasar quando apareceram exatamente no horário marcado. Eu estava arrumando minha mochila no corredor, para evitar acordar as deusas argentinas do meu quarto. Me arrependi de não ter pegado o contato delas. 
Seguimos para a rodoviária e lá embarcamos em ônibus diferentes. E o ônibus era muito velho por sinal! Segui viagem torcendo para que não tivesse chovido em Iruya, porque se isso acontecer o ônibus não entra na cidade, e você tem que atravessar o rio andando e depois seguir caminhando.
Não demorei a pegar no sono durante a viagem. Acordei quando estávamos ziguezagueando uma serra, já bem próximo de Iruya. Seria uma serra um tanto assustadora se eu não estivesse vindo do Peru e Bolívia – onde há algumas bem piores.
A sorte voltou a estar ao meu lado, claro que isso só ocorre na Argentina! O rio estava com nível baixo, e a caravana de três ônibus conseguiu passar – com certa dificuldade – pelo rio. Chegamos à Iruya e imediatamente vieram pessoas oferecer hospedagem. Otamos por um albergue que ficava no alto da cidade, e quase perdi o fôlego para chegar até ele. Mas a visão da cidade era bonita de lá. Cidade é modo de dizer, é apenas um vilarejo de uns dois mil habitantes, encravado dentro de cânions de paredes vermelhas.
Centrinho
Meu quarto era individual, por AR$30,00 pesos, portanto joguei a mochila em cima da cama e sai para caminhar pelo pueblo. Caminhando pelas ruas estreitas calçadas com pedras não lapidadas, encontrei Martín e Carla. Todos estávamos à procura de algum lugar para comer. Optamos por empanadas. Comi umas 4, muito saborosas. 
Saguindo o passeio, nos informamos na central turística sobre o hiking até San Isidro. San Isidro é outro pueblo no meio dos cânions, distante 8 km de Iruya. O caminho para chegar  a ele segue pelas margens de um rio. E é necessário atravessar o rio mais que uma dezena de vezes. Não há ponte, e se chover torna-se perigoso, pois é um rio em toda sua extensão caudaloso. Informaram-nos que custava AR$ 60,00 pesos por pessoa para contratar um guia. Pedi se havia mapa, falaram que não. Olhei para Martín e Carla e disse: “-Vou sem guia, já fiz muitos trekking sozinho, e pratico canoagem desde criança, de rio eu conheço!”. Os dois, também achando caro o valor para contratar um guia, resolveram confiar em mim e seguir comigo. Para aproveitar a tarde de sol,  fomos até um mirador do alto da cidade, de onde podemos ter uma visão panorâmica do vale. Voltando desse mirador, resolvi subir uma montanha. Martín e Carla resolveram me acompanhar. Como não estavam tão aclimatados como eu, Carla não se sentiu muito bem e resolveram me esperar no meio da trilha. Segui caminhando sozinho até o cume. Não havia ninguém lá em cima, eu estava sozinho de novo. De certa forma, às vezes preciso estar sozinho em lugares únicos. Me faz refletir e me sentir ainda mais integrado com o ambiente. Tirei algumas fotos, acenei para o casal de amigos que me esperavam alguns minutos abaixo e então voltei com eles de volta ao hostel.
Entrada da cidade
Fiquei uns minutos no hostel e resolvi dá uma rápida saída para comprar a passagem de volta de Iruya para Humauaca,. Aproveitei também para passar em uma mercearia, onde  comprei suco Ades, bananas, água e laranja. Coloquei tudo na mochila de ataque e de repente senti minhas calças molhadas. O peso da garrafa de 2L de água estourou a embalagem do suco Ades, e daí molhou tudo! Inclusive meu diário.
Voltei para o hostel, lavei a mochila e a calça e coloquei para secar. Por sorte o sol era forte e a umidade baixa. Em seguida fui dormir um pouco. A noite, saí para jantar, e fui como convidado do casal argentino. A Carla faria 21 anos no dia seguinte, e queriam comemorar. Optamos por uma pizzaria, muito boa por sinal! Foi um jantar super divertido! Conversamos muito sobre as diferenças entre Brasil e Argentina, e nossos planos para o futuro. Eles fizeram questão de pagar  conta, não teve jeito. Prometi retribuir um dia quando voltar a Buenos Aires! De volta ao hostel, combinamos o horário para iniciar o hiking do dia seguinte até San Isidro – 07:00 hs.
Demorei a pegar o sono, eu estava um pouco preocupado se iria conseguir atravessar o rio sem problemas, se conseguiria ajudar Martín e Carla, e por último, se conseguiria ir até San Isidro e voltar sem perder o ônibus que iria partir as 15:15 hs do dia seguinte.
Gastos do dia:
Comida: AR$ 25,00 pesos
Passagem Iruya – Humauaca: AR$ 28,00

Hostel: AR$ 30,00

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Glauco
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