Mochilão América do Sul – Dia 3 – De Asunción à Sta Cruz de La Sierra


Acordei as 06:00 hs. Tinha vôo marcado para meio dia. Mas como não consegui fazer o web check-in no dia anterior, resolvi sair mais cedo rumo ao aeroporto. Na recepção do hotel, estava dormindo o atendente. Sai quieto sem me despedir, afinal já tinha pagado quando cheguei na cidade a estadia.
Para ir até o aeroporto, uma surpresa. Por incrível que pareça, não há ônibus que faça essa linha rodoviária – aeroporto. Acho que qualquer cidade do mundo que tenha aeroporto tem ônibus partindo da rodoviária.. Bem, o Paraguay é realmente um país diferente.
Pedi informações para uma série de pessoas nas ruas, e acabei descobrindo que teria que pegar dois ônibus. O primeiro ônibus peguei 5 min depois de chegar no ponto, na Av. Argentina, ônibus n° 51 que vai para o bairro Luque. Viajei mais ou menos 30 min. Pedi para o motorista parar onde eu deveria pegar o segundo ônibus. No caminho, um bairro residencial, achei uma situação cômica. Na avenida, de três faixas cada lado, furou o pneu de um carro na via mais rápida. Ao invés do cara ir para o acostamento trocar o pneu, não, ele parou ali mesmo, no meio do trânsito e começou a trocar o pneu. Que loucura.
Parei logo após um cruzamento grande. No ponto de ônibus me informaram que deveria pegar o ônibus n° 30 A cor azul. Fiquei uma hora nesse ponto de ônibus, passavam ônibus de todas as cores e números. Menos o que eu deveria pegar. Comecei então a desconfiar que em feriado esse bus não passava. As pessoas não sabiam me informar em relação a isso. Estava preocupado, já era quase 10:00 hs. Conversando com um cara, contei que esperava o bus para ir ao aeroporto. Ele então disse que iria pra lá. Mas de carona com sua irmã, ela deveria estar passando ali em dez minutos. Ele ofereceu uma carona. Claro que aceitei!
Ele e a irmã estavam indo para o aeroporto recepcionar a chegada de uma irmã, que estava vindo da Espanha.
Ao chegar ao aeroporto agradeci os dois, e dei umas moedas para uma criança que estava junto no carro.
Entrei no aeroporto e em seguida fiz o check-in. Foi tranqüilo, só implicaram um pouco com meu bastão de caminhada amarrado do lado de fora da mochila.
Na duty free só comprei chocolates suíços, que comi tudo ainda na sala de embarque. Paguei $8 dólares pelo chocolate, não lembro o nome, mas é o mesmo que comprei na Argentina ano passado.
Ao me acomodar no avião, escutei dois brasileiros mochileiros conversando sobre o roteiro que pretendiam fazer. Apresentei-me à eles, e resolveram sentar nas poltronas ao meu lado. Só lembro o apelido deles, Fresh e Fran. São de São Bernardo do Campo. Iriam viajar até a Colômbia. Fomos conversando sobre a trip até chegar a Santa Cruz de La Sierra.
Em Santa Cruz foi tranqüilíssimo a entrada na imigração. Não conferiram absolutamente nada. Nem carteira internacional de vacinação pediram. Eu e os dois mochileiros decidimos pegar o táxi juntos. Apareceu então mais uma brasileira. A Ignez, uma mochileira de primeira viagem do Espírito Santo. Parecia meio perdida, porque não falava espanhol. Ela resolveu ir conosco até a rodoviária, de táxi. Pagamos $15 Bs cada um.
Fazia calor em Santa Cruz, e parecia Brasil. Muitos carros bons, creio que a maioria roubados do Brasil, pelo fato de poderem regularizar carros sem documento.
Na rodoviária, compramos passagem para La Paz. Escolhemos a empresa Trans Crucero. Ônibus de leito, Marcopolo. Pagamos $160 Bs a passagem, foi uma facada, mas valeu a pena. Aproveitamos para dar uma volta até o comércio de rua em frente a rodoviária enquanto não chegava a hora de embarcar. Comprei 2 L de água, um comprimido de Soroche Pill. Antes de embarcar, tive que pagar ainda mais $3 Bs, como taxa de uso do terminal de ônibus. Fizemos câmbio de dólares por bolivianos, na frente do terminal, $1,00 dólar – $6,80 bolivianos.
O ônibus era quente demais, o motorista sempre desligava o ar-condicionado, e tínhamos que ir pedir para ele ligar de novo, a cada uma hora. Certa hora da noite, umas 9 acho,paramos num lugar para comer. Foi o primeiro contato “íntimo” com a cultura boliviana. Um senhor fazia uns bifes na chapa e colocava no pão. Custava $10 Bs. O problema é que ele pegava o dinheiro com a mão, e em seguida pegava a carne sem usar luva, com a mesma mão que pegou o dinheiro, e colocava na chapa. Pensei duas vezes antes de comprar aquele sanduíche boliviano. Como era bom, comprei dois! Já estava começando o  treinamento do meu estômago para as comidas bolivianas. Paguei também um lanche desses para o Fresh, que estava sem trocados, e que nunca mais devolveu a grana.
Segui viagem conversando com Ignez. Me contou que é fotógrafa profissional, e que nessa viagem ainda se encontraria com uma amiga que mora na Argentina. Fariam a viagem juntas pela Bolívia, e depois ela iria para a Argentina passar uns dias na casa de sua amiga.
Dormi tranquilo no bus, que era confortável.


Gastos do dia:
Passagem de ônibus coletivo (rodoviária-Luque): $2.500 Gs.
Chocolate importado: $8,00 USD
Táxi: Aeroporto-Rodoviároa Sta Cruz $15,00 Bs. por pessoa
Passagem de ônibus: Sta Cruz-La Paz $160,00 Bs.
Água: $7,00 Bs
Soroche Pills: $3,00 Bs. cada comprimido (comprei só um)
Lanche podrão boliviano: $10,00 Bs cada, comi dois
Taxa de embarque na rodoviária: $3,00 Bs.
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Glauco
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