Expedição Rafting – 70 km Rio Canoas – Dia 1 – Santa Catarina

O objetivo da Expedição CANOE Brasil foi dar a oportunidade ao José Jacir e Gilmar Osni Ludvichak,  a conhecer com mais clareza o local onde cresceram brincando e pescando, o rio Canoas. Pesquisando sobre o rio e a região,  chegamos à conclusão que ninguém antes fez uma expedição desse tipo no rio Canoas. Principalmente pelo fato de nosso objetivo ser descer todas as cachoeiras e correntezas que encontrássemos. Traçamos a rota no GPS, estipulamos o local de camping para as duas noites e fizemos os planos se tornarem realidade.

A Expedição no rio Canoas começou bem longe da água.  De Santo Amaro da Imperatriz, partiu o Bruno, editor chefe do site KayakBrasil. De Joinville, o Moacir. E de Jaraguá do Sul, Marcelo, Marcio, José, Gilmar e eu. O ponto de encontro da Expedição foi em Lages, no sítio do tio do Marcelo, o Sr. Clodo. Fomos recepcionados com um verdadeiro banquete, carne assada e cerveja gelada!

A noite foi longa, acordei as 04:30 completamente sem sono, tamanha ansiedade. Logo pela manhã fiquei sabendo que não fui só eu que estava “na pilha” para começar a expedição.
Na manhã de sexta feira, 7 de setembro, levantamos bem cedo, organizamos todo o equipamento nas picapes e pegamos a estrada rumo à ponte que liga São José do Cerrito com Curitibanos. Custamos até encontrar uma estrada que desse acesso ao rio logo abaixo da barragem. Como o rio estava seco, não foi possível entrar na água antes dela.
Organizando a carga
Com o bote na água, equipamentos amarrados e todos vestidos adequadamente para a expedição, demos a remada inicial. Logo após alguns quilômetros de remanso, encontramos um bom desnível do rio, era uma corredeira classe III. Avaliamos a melhor linha de descida, preparamos as filmadoras e então o Bruno e o Moacir desceram de kayak. Fizeram uma descida limpa, sem problemas. Voltamos ao bote, era nossa vez de descer. O Sr. Gilmar e o Sr. Zé demonstravam estar nervosos. Como nosso bote tinha mais de 130 kg de carga, não podíamos virar, caso acontecesse, teríamos problemas em organizar tudo novamente e desvirar o bote. Não conseguimos fazer a linha perfeita de descida. Colidimos com uma pedra e isso fez nosso bote descer metade da corredeira de ré. Mas antes de ré que de ponta cabeça!
Passado o primeiro obstáculo, seguimos remando. Quilômetros e quilômetros de água parada. Foi um pouco demorado para entrarmos num ritmo de remada. Não é fácil alinhar a remada de cinco pessoas em um bote, principalmente quando se trata de horas de remada. Força, altura, peso e experiência influenciam diretamente na velocidade do bote. Com o GPS fomos calculando os quilômetros ganhos. Nesse primeiro dia, nas horas iniciais remávamos a 5 km/h. Como ainda era de manhã, não tinha vento, apenas um sol extremamente forte. 
Salto de 2,5 m

As 12:30 hs paramos para o almoço. Em uma pequena ilha arborizada, tiramos da bolsa térmica um pedaço de carne de porco assado de 4 kg! Coisa dos Ludvichak! Comemos sentados em baixo das sombras das árvores e descansamos um pouco. Uma hora depois voltamos ao trabalho, remar, remar e remar. O rio tem nesse trecho cerca de 80 m de largura.

Praticamente encontramos pessoas pescando ou na margem dos rios – em sítios – a cada 5 km.  Sempre fazíamos uma breve parada para aquele bate papo rápido: “- De onde vocês vêm? Para onde vocês vão?” Quem fazia a comunicação era o Sr. Zé e o Sr. Gilmar. Os ribeirinhos não acreditavam quando falávamos que pretendíamos remar até a ponte da BR 282. E acreditavam menos ainda que tínhamos descido o localmente famoso Salto do Peri.
Durante a tarde passamos por mais algumas corredeiras. Uma pena que o rio estava com baixo volume, alguma dessas corredeiras devem ficar legal com mais água.
No final da tarde, chegamos a uma cachoeira muito comentada pelos ribeirinhos. Todos diziam que era perigosa, que não deveríamos descer.
Tratava-se de uma queda de 2,5 m de altura  e mais ou menos uns 50 m de largura. No canto direito dela há também uma cachoeira que forma um caldeirão. Refluxo forte, muita pressão de água em um pequeno espaço. Nesse canto da cachoeira, ela é uma classe IV.
Decidimos a melhor linha e realizamos a descida. Foi tranqüilo. Estávamos precisando de mais um pouco de adrenalina.

Em seguida os kayakers também saltaram, até mais que uma vez cada um. Como já estava escurecendo, resolvemos montar acampamento algumas centenas de metros dessa cachoeira. Deixamos o bote em uma pequena praia de areia bem fina, e levamos toda a carga para um pasto logo acima do rio.

Rapidamente armamos as barracas, vestimos roupa seca e iniciamos a preparação da janta.

Aproveitamos um rancho utilizado para pesca para preparar nosso jantar. Nossos dois pequenos fogareiros ferveram a água suficiente para as sete pessoas. O prato da noite foi  miojo com atum enlatado. Com direito a um café passado na hora! A família Ludvichak foi dormir logo após a janta, eu, Bruno e Moacir ficamos batendo papo até nove e pouco da noite. Céu estava estrelado, não fazia frio. E com o agradável som da cachoeira fomos dormir.
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Glauco
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