Expedição Rafting – 70 km Rio Canoas – Dia 3 – Santa Catarina

É o que chamo de RIOZÃO!
Acordei por volta das 07:00 hs. À noite choveu muito por mais ou menos uma hora. Continuei dormindo sem me preocupar. Para o Bruno a mesma situação. Já o restante do grupo teve que levantar antes da chuva chegar, desmontar acampamento e correr para o rancho de pesca.
Tomei meu café da manhã, comi o que ainda havia de barra de cereais e Toddynho! Antes de embarcarmos tirei uma foto da paisagem ainda com a névoa da manhã. Cenário diferente, parecia as imagens que vemos de rios da china na idade média. As 08:00 hs começamos a remar, pelos meus cálculos levaríamos quatro horas para terminar a expedição. Sabia que não haveria mais corredeiras nesse trajeto, e que em grande parte o rio estaria muito raso, dificultando a remada.
Da esquerda: Bruno e Moacir
Embora tenhamos deixado as cargas nas picapes e estávamos remando sem carga morta, nosso desempenho estava igual ao do primeiro dia com carga! Já era sinal do cansaço acumulado. Eu, por exemplo, não tinha dores nos braços, porém minhas costas e pernas doíam por conta do desconforto de remar em um bote de rafting.
O sol não demorou a sair, e logo começou a esquentar. Remando em um bom ritmo quando não tinha vento, ganhamos distância e passamos pelas corredeiras que os Srs. José e Gilmar conheciam. Como o nível do rio estava baixo, eles quase nem reconheceram essas corredeiras. Passamos por ilhas onde eles pescavam antigamente, uma delas, era onde plantavam. Uma enorme ilha que hoje já esta novamente arborizada com espécies da região.
Expedição concluída com sucesso!
Quem olha nem imagina que um dia ela esteve desmatada. Isso também vale para grande parte das terras nessa região. Muitas famílias deixaram o local para morar na cidade e hoje a vegetação tomou conta de onde havia pasto tempos atrás. Muitas araucárias já adultas complementam essa mata remanescente.  Por isso, também podemos dizer que a quantidade de animais nativos deve ser boa. Pelo menos de gralhas azuis sim. Pois são elas que espalham as sementes das araucárias.
Passamos pelo terreno onde seu Sr. José era proprietário, eles nem acreditavam como tudo estava igual. Até as os locais de pesca, poços, e pedras eles diziam estar exatamente igual há quase 30 anos atrás.
Em contagem regressiva dos quilômetros faltantes, pedimos para o Bruno e o Moacir irem mais rápido com os kayaks para fazerem a filmagem da chegada. Estávamos todos já muito cansados.



Ao fazer a última curva, avistamos a ponte. Que alívio! Encontramos tios do Marcelo que estavam a nossa espera. Muita comemoração, fotos e vídeos. De lá fomos de picape até a casa de um primo do Marcelo, onde tomamos banho e comemos um belíssimo churrasco assado. Foi para encerrar a aventura com chave de ouro.
Essa expedição foi uma grande aventura. Embora a distância assustasse um pouco, a preocupação era com o Sr. José e o Sr. Gilmar. O grupo também se mostrou muito unido e  remamos os três dias em alto astral. O único detalhe que poderia ter sido diferente foi nível do rio. Mas isso, já não dependia de nós.
Fica o agradecimento ao Marcelo pelo convite e os parabéns pelo planejamento.
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Glauco
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