Mochilão Brasil – Sete dias na Guarda do Embaú – SC

 
Em janeiro de 2008 eu (Glauco), Luciano (Cabelo) e o Igor. Descidimos que no final daquele ano iríamos acampar e passar a virada de ano novo na Guarda do Embaú. Durante o ano compramos as coisas necessárias para esse viagem curta, porém em condições relativamentes precárias. Nós três não tinnhamos equipamento de camping, uúnica coisa que eu tinha era um mochilão de 50L comprado no Paraguai por R$ 35,00 e uma barraca sem proteção contra chuva, ching-ling. Nos últimos dois meses decidimos as datas para o acampamento. Dia 26 de dezembro de 2008, eu e Igor já de férias na praia, símos de ônibus de São Francisco do Sul para Balnéario Camboriú, as 07:00. Cabelo, partiu de ônibus de Jaraguá do Sul (nossa ciade natal) rumo à Florianópolis. Chegando em Baln. Camboriú Igor e eu esperamos uns 45min para pegar o segundo ônibus, este para Florianópolis. Chegamos em Floripa por volta do meio dia, cabelo ja tinha chego uma hora antes que nós. Compramos passagens pra Guarda, almoçamos umas frituras na rodoviária e as 13:45 embarcamos no ônibus para Guarda do Embaú. O ônibus não era de viagem, era do tipo transporte público mesmo. Foi um trabalhão entrar nele com os mochilões. Ja que não tinha bagageiro. Sentamos e colocamos as mochilas entre as pernas. Além do desconforto do ônibus, o motorista era bem louco. Dirigia muito rápido e freava om a mesma rapidez. Um esbarra-esbar que só dentro daquele “latão”, como é chamado os ônibus de transporte público em Floripa. Saímos da capital e fomos passamos pelo centro de várias cidades menores, a cada esquina o ônbus para para levar mais gente. Na BR-101 sentido sul pegamos congestionamento, por obras da construção dos pedágios. Depois da BR seguimos em estrada de chão. Nesse trecho começou a embarcar muitos surfistas. As pranchas eram colocadas no porta malas. Chegamos na Guarda por volta das 15:00. Já ao sair do ônibus nos deparamos com um povoado muito simpático. Lojinhas de artesanatos por todos os lados, com varandas de madeira envernizada, cobertura dos barzinhos de palha, muito gente de dread, mulheres usando saias hippie, e surfistas por todos os lados. Resolvemos ir primeiro para o camping, para mais tarde voltar ao centrinho e conhecer o agito noturno na Guarda. Voltamos um trecho por onde o bus tinha vindo, e pedimos a um senhor se ele sabia onde era o Camping Beira Rio. Ele sorridente disse:
– Fica a 400mts daqui. Vá até o final da rua e vire a esquerda.
Beleza! A camping além de tudo era perto do centrinho segundo aquele senhor.
Seguimos o trajeto indicado mas o camping não chegava. Encontramos um pescador local e ele nos disse:
– Continue caminhando, estão perto do camping.
Depois de 20 minutos andando chegamos ao camping.
Fizemos o cadastro, pagamos o valor das diários de acordo com os dias que iríamos ficar e fomos conhecer o camping.
Tinha poucas barracas ainda. Tinha muito espaço para escolhermos a vontade onder montar nosso acampamento. Montamos as três barracas uma de frente pra outra, estendemos um varal, e colocamos uma pedra quadrada daquelas de calçada no meio das barracas. Seria noss amesa por sete dias. Nessa hora eu já estava com bastante dor de cabeça e dor de garganta.Depois do acampamento armado, fomos ao centrinho comer um lanche e dá um vizú geral no vilarejo.

 
 

Trajeto que eu e o Igor fizemos

 

 

Local onde descemos do ônibus
 

 

Nosso acampamento!

 

 
Naquela noite dormi muito mal, o isolante térmico tinha só 6mm, bastante desconfortável depois de algumas horas dormindo em cima dele. Se não bastasse isso eu tive muita febre a noite inteira, encharquei o saco de dormir de suor. Na manhã do dia 27 fomos para a praia. Para se chegar na praia na Guarda do Embaú é necessário atravesar o Rio da Madre. Um rio de águas limpíssimas onde se pode tomar banho, pescar e remar de caiaque. Para atravessar o rio pagamos a um local R$ 1,50 cada um. O sol estava forte, tinha muitas mulheres tomando banho de sol. As ondas estavam boas, quebrando meio metrão bem tubulares. Da praia se vê o costão que beira o Rio da Madre, uma imagem muito bonita. Resolvemos que no dia seguinte iríamos conhecer aquele trecho. A tarde ficamos bebendo tequila e cerveja. E bem no final da tarde fomos remar de caiaque. Uma hora de remada, R$ 5,00.
 
 

Amanhecer em frente ao camping
 

 

 

 

 

 

 

 

Relax!

 

No dia seguinte, acordamos cedo, e fomos fazer a trilha até a ponta do costão que beira o rio. Durante esse trajeto tem uma prainha bem pequena de uns 50m, de areia. E atrás dessa praia tem o Bar do Evori. Um bar muito roots, todo de madeira, açoalho coberto por uns 5 centímetros de areia. Onde vendem água, refrigerantes, cervejas e pastéis. Nas paredes fotos de visitantes famosos que já passaram por ali. Seguindo a trilha chegamos na ponta da costa que beira o rio. Tem um pequeno morro, de onde se tem uma imagem muito bonita da praia da Guarda e do rio da Madre. A tarde ficamos no camping bebendo. Cerveja e tequila!

 

 

 

 

Bar do Evori

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pegaram uma porrada de peixe

 

 

 

 

 

No outro dia fomos fazer a trilha que leva até a Praia do Maço, no Vale da Utopia. Não levamos água e nem comida. Passamos navamente pelo costão que beira o rio e seguimos em direção à Prainha. Continuamos andando pelo costão, vendo aquele mar azul escuro. Muitas pedras e trechos com gramado. Para chegar na Prainha tinha que subir mais um morro, uma escalaminhada. Nesse trecho encontramos um cachorro muito bizarro! Corria como um louco de um lado para outro, se rolava na grama, dava pulos, corria atrás de pássaros, sumia no mato e do nada aparecia de volta. Esse cachorro segui conosco boa parte do caminho. Na prainha, não vimos nada nem ninguém, penas escrito na areia com letras gigantes: “PAZ”. O cachorro quando chegou na praia ficou ainda mais louco, corria atrás de carangueijos, tomaa banho de mar, e de novo corria de um lado para o outro sem motivo!
Depois da Prainha vem mais um morro, esse agente tinha que passar por algumas pedras, depois vinha uma parte de banhado. O morro que divide a Praia da Pinheira e a Guarda do Embaú tem muitas nascentes, por isso encontramos vários locais onde tinha pequenos córregos. Depois do banhado tinha mais um morro, esse mais íngreme e comprido, já estávamos morrendo de cede e o sol forte nos castigava. Chegando no topo desse morro, encontramos um mochileiro fazendo a trilha sentido contrário ao nosso. Pedimos a ele se sabia onde tinha água ali por perto. Ele indicou uma trilha que seguia morro abaixo. Pegamos essa trilha, descendo o equivalente a metade do morro, então encontramos um córrego com águas cristalinas. Quando nos aproximos de um laguinho para beber água, adivinha! O guapéca saltou dentro da poça. Fora da casa aquele cachorro. Então subimos uns 10m córrego acima até encontrar um outro laguinho. Quando fui beber água, o Cabelo diz: – O que é aquilo ali?
Olhei para a frente, e lá estava uma casca de côco cortada ao meio, sobre um galho bifurcado com a boca para baixo. Ou seja, um copo natural no mei da trilha! Muito louco.
Bebemos água e seguimos a diante. Na “lomba” do morro novamente pulamos uma cerca, e seguimos uma trilha que levaria ao costão. Era uma subida leve. Chegamos uma lage enorme na beira do mar, estávamos a uns 80m de altura. Fomos bem na beirada para tirar umas fotos.
De lá víamos o acampamento no Vale da Utopia. O acampamento era sem infra nenhuma, as barracas eram armadas debaixo de pequenos arbustos para proteger um pouco do vento. Uns 150m desse acampamento, na Praia do Maço, um barzin bem roots também. Não serviam comida em prato, só coxinha, pastel, refri, cerva e água. Ali tinha um chuveiro, um cano na verdade, pra quem fosse do camping tomar uma ducha. A Praia do Maço tem só uns 15m. Ondas fortes e pouca areia. Atrás da areia tem muitas pedras, de vários tamanhos. Sobre as pedras maiores as pessoas vão empilhando um monte de pedras menores. Assim formando pirâmedes pequenas. Subimos mais um morro, mais uma escalaminhada. Havia ó uma camada de uns 20cm obre uma grande lage. Depois desse trecho veio uma longa descida por uma trilha estreita, até chegar na pinheira. Na pinheira esperamos uma hora para conseguir sacar grana, e depois pegamos um bus para a Guarda.

Prainha

 

 

Vista da prainha do outro lado
 

O copo de côco!
 

 

 

 

 

 

Praia do Maço

 

 

As pedras empilhadas
 

Vale da Utopia
 

 
 
 
Um outro lugar muito bonito que visitamos, não lembro em qual dos dias, foi a Pedra do Urubu. Para chegar nessa pedra que fica no morro da Guarda do Embaú, é necessário fazer uma trilha, não muito longa. É bom ir de calçado fechado nessa trilha, tem trchos com pedras, outros de barro escorregadio. Chegando na pedra, é preciso escalá-la para conseguir ver a melhor paisagem. Não é necessário equipamento, só um pouco de coragem e atenção. A vista lá de cima é incrível, da pra ver o centrinho da Guarda, o rio da Madre a praia. Dou outro lado da pra ver a Praia da Pinheira, e bem distante acho que a prte sul de Floripa. Durante a tarde e a noite ficamos bebendo tequila e caipirinha. Detalhe que não tinhamos o socador de limão para fazer a caipirinha, e nem estavamos afim de pagar R$ 7,00 por um copo de vidro e o socador (afinal de contas levar copo de vidro no mochilão é bucha). Então resolvemos fazer a caipirinha esmagando o limão com a garrafa de detergente. ☺
 
 
 
 

Praia da Pinheira
 

 

 

Não era baixo não!
 

 
Dia 31 de dezembro chegaram no camping o Felps (Felipe) e a Carol. Vieram com o Kadet do Felps. Tomamos cervejas durante todo o dia. A noite, claro, choveu. Afinal era o último dia do ano. Eu, Igor e Cabelo fomos para a praia curtir os fogos. Felps e Carol ficaram no camping. Depois de molhados e meio loucos porter tomado uma garrafa de espulmante inteira, voltamos pro camping e caímos no sono. Felps e Carol não tinham levado barraca. E dormiram no caro.
 
 
Camping lotado!
 
No dia 1º levamos Carol e Felps para conhecer a praia, o costão e o Bar do Evori.
 

 
 
E no dia seguinte, acordei 6:00 para desmontar a barraca, vi que logo iria chover. Chamei o Igor e o Cabelo. O Igor levantou e começou também a desmontar a sua. Em seguida começou a chover. Eu e Igor já estávamos acabando de guardar nossas coisas. E o Cabelo acabou de desmontar a sua barraca debaixo de chuva. Como o carro do Felps tava com rodas novas e muito largas, não tinha como levar agente até o ponto de ônibus, pois arrastava a roda no paralama.
Lembra que no 1º dia o cara nos disse que era apenas 400m do centrinho o camping? Então, na real é 1km! Corremos na chuva 1km até chegar no ponto de ônibus. Até lá o Felps levou nossasmochila de carro. Esperamos meia hora e o bus chegou. Quase o perdemos porque estávamos uns 50 antes do ponto. Ele passo por nos, parou no ponto, e ja tava andando novamente quando comecei a bater na lateral para pará-lo. Pegamos o bus de volta até Floripa. Em floripa o Igor foi para sua casa. O Cabelo seguiu para Jaraguá. Eu fui para Camboriú. Em Baln. Camboriú esperei 4hrs na rodoviária para pegar o bus para São Francisco do Sul. Peguei o bus 16:30 e cheguei em São Chico 22:30! Isso que são só 100km de distância uma cidade da outra.
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Glauco
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