Travessia Ferroviário em Solitário – São Bto do Sul à Corupá – Santa Catarina

   Já faz algum tempo que vinha pensando em descer caminhando pelos trilhos de trem de São Bento do Sul até Corupá. Essa linha começa em São Francisco do Sul e vai até Rio Negrinho. O primeiro trecho foi inaugurado em 1906, que vai de São Francisco do Sul até Joinville. Já em 1910 foi inaugurada a linha Joinville – Corupá (Hansa). Em 1913 a linha Corupá até Três Barras.

Um dos motivos de fazer a caminhada no trecho São Bento do Sul até Corupá (43 km) eram os túneis. Eu já conhecia um deles, mas sabia da existência de mais 4 ao longo do percurso. Já que era feriadão, chamei uns loucos pra ir junto. Mas a maioria iria trabalhar na segunda feira, e não iria poder me acompanhar. Desistir? Não!
Domingo de manhã fui até a rodoviária e comprei passagem pra São Bento do Sul. S. B. do Sul fica a 50km de Jaraguá do Sul. Custou R$ 12,60. Cheguei em São Bento meio enjoado por causa da serra. Aliás, desde criança não tem uma vez que eu vá para São Bento e não fique ruim. A serra sempre me faz mal. Cheguei em São Bento 13:00hr. Pedi para o motorista me deixar aonde a rodovia SC – 280 cruza o trilho. Beleza, desembarquei do ônibus, comprei um remédio para dor muscular no posto de gasolina e iniciei a caminhada.
Sabia que para chegar na primeira estação, a Estação Rio Vermelho, eu teria que caminhar 6km e pouco.
O sol tava forte, mas não mais que o vento. Vento contra, sempre. Percebi que a minha tentativa de me acostumar com o frio usando pouca roupa deu certo. Durante todo inverno usei pouquíssima roupa de frio, e em São Bento (840m acima do nível do mar) as pessoas estavam com casaco  e calça. Eu de bermuda e camiseta.
Esse primeiro trecho a caminhada foi rápida, apesar das intermináveis retas, fiz os 6km em uma hora. Carregando minha mochila com uns 9 ou 10kg. Fiquei satisfeito.
Na Estação Rio Vermelho parei para tomar água, e comer um pão de mel com cobertura de chocolate. Percebi que tinha alguém na Estação. E tinha, era o responsável por ela. O cara era um figura, bastante simpático e conversador. Pedi para ele se tinha água, ele pediu que eu fosse até a cozinha para pegar. Depois fiquei uns 5min batendo papo com ele.  No final das contas ele me convidou para eu voltar lá e fazer o trajeto da serra na cabine da locomotiva. Espero que um dia eu faça mesmo!
Depois dessa estação eu sabia que iria entrar no meio da mata e iniciar a descida da serra.
Quando se está caminhando sozinho é fácil de se manter concentrado, eu caminha olhando para os meus pés, para não tropeçar ou pisar em falso e torcer o tornozelo. É ruim caminhar pelos trilhos, as distância entre os dormentes é pequena, não tem como caminhar só pisando nos dormentes. E as pedras sempre estão irregulares umas sobre as outras.
Logo no início da mata atlântica encontrei um córrego, não parecia ser de água limpa, mas me impressionou a seqüência de cachoeira que ele desce. Em 20m de caminhada o córrego sofre um desnível de 40m. Segui caminhando…
Observei que tem muitos parafusos, travas e eixos quebrados nas laterais dos trilhos. Os eixos que encontrei pelo caminha tinham quebrados a pouco tempo, nem tinha enferrujado no local do rompimento. E analisando um deles percebi que se romperam por fadiga. Pois tinham “linhas de praias” a partir de um único ponto. (Teoria de CTM 2 – Disciplina de Eng. Mecânica).
Eu já estava caminhando há duas horas e percebi um erro ao planejar a travessia. Levei um garrafinha de 750ml de água. Dessa mesma água eu faria um miojo à noite. Imaginei que encontraria água limpa em abundância pelo caminha. Ledo engano. Tive que começar a racionar água.
Cheguei ao primeiro túnel! Já era 15hrs. Ou seja, caminhei os primeiros 6km em uma hora e os outros seis em duas horas. Mas acho que esse demora aconteceu porque nos últimos 6km eu só caminhei pelos trilhos, e não por caminhos paralelos à ele. Claro, segui caminhando.
Passei por algumas pontes, não bem aquelas que vemos em filmes americanas, mas mais perigosas. Essas pontes não tinham nenhuma proteção lateral, era somente os dormentes e os pilares. Os comprimentos das pontes variam entre 30 a 40m. E a altura delas mais ou menos 20m.
A maior ponte que passei tinha 40 metros, mas aconteceu algo engraçado quando resolvi atravessá-la. Eu estava escutando que o trem se aproximava, mas como a formação das montanhas fazia com que o vento circulasse em vários sentidos, eu não sabia de que lado ele estava vindo. Comecei atravessar a ponte, e o ruído do trem foi aumentando, andei mais rápido, mais rápido, no fim eu estava correndo como um louco sobre a ponte, isso com a câmera filmando. Quando cheguei do outro lado caí na gargalhada, e o ruído do trem parou.
Depois de caminhar mais um 250m após a maior das pontes cheguei ao segundo túnel, fiquei com receio de entrar, porque de vez em quando escutava o trem. Bati umas fotos a atravessei, susse. Ainda fiquei esperando um pouco, talvez conseguisse filmá-lo entrando no túnel, mas depois de uns 5 minutos resolvi continuar a caminhada.
Tão interessante quanto os túneis, são os corredores que são escavados entre as rochas para traçar a rota por onde passa os trilhos. Desde o começa dessa travessia eu me preocupava com esses corredores. Me imaginava de vez em quando trancado em um dos corredores e o trem se aproximando. Os corredores variam de 1,5m até 3,5m de altura. Quando é parede de rocha em ambos os lados é impossível conseguir escapar.
De repente ouço o trem vindo, só que hora o barulho vem de trás, hora vem da frente. Fico meio puto porque quando o barulho vem de trás tenho que caminha meio de lado olhando pra trás. Ficou uns 30 segundos olhando pra frente e pra trás, até ter certeza que ele vinha de frente. Saio correndo dos trilhos e vou para a lateral do lado de fora da curva, fico sobre um monte de barro. Rapidamente ligo a câmera, coloco no modo “filmar” e clico em “play”. Lá vem ele, vermelho, sujo, berrando como nunca, soltando um bafo negro de raiva, e vem até que rápido. O barulho em meio a mata fechada é ensurdecedor, e estar tão perto e ainda para o lado de fora da curva não é agradável. Lembrei que uma vez meu tio e sua família viram um trem descarrilar. Pensei comigo, espero não ter a mesma “sorte” deles haha. Afinal de contas se o trem tombasse ali eu viraria presunto. Esse trem que passou vinha de São Francisco do Sul, tinha 6 máquinas, 3 na frente e mais 3 no meio. Não contei os vagões, mas creio que eram uns 100.
Depois trem caminhei despreocupado, já estava satisfeito com tanto que tinha caminhado. Esperava agora só achar um pasto para poder acampar com razoável conforto. Então começou o problema. Eu não levei um facão, portanto não poderia acampar no meio da floresta. Porque era fechado de eu teria que limpar um lugar para armar a barraca. Caminhei mais rápido. Acabou a água. Fiquei puto, não encontrava córregos perto, e quando encontrava era água suja. Até que achei um riacho e enchia garrafinha. Putz, olha dentro da garrafinha que é branco, e vi um monte de partículas em suspensão. Pensei, aqui deve ser um pouco de fezes de algum animal, mais um pouco de restos mortais de outro animal e uns pedaços de folha. Guardei a água mas não bebi. Achei mais prudente esperar pra ver se encontrava outro córrego. Cheguei ao terceiro túnel!
Fiquei impressionado por ter chego ao terceiro túnel no primeiro dia de caminhada. Porque eu tinha planejado caminhar um pouco mais que o segundo túnel, onde encontraria um pasto, segundo o Google Earth. Porém encontrei o terceiro túnel sem encontrar o tal pasto. Era o primeiro erro de roteiro. Na entrada desse túnel encontrei uma casa que parecia guardar sementes. Como minha mãe gosta dessas coisa para fazer arranjos de flores resolvi levar, ao colocar a câmera para bater fotos acabei esquecendo ali do lado trilhos as cascas. Segui caminhando, depois de 5 minutos lembrei q tinha deixado lá na entrada do túnel, as cacas. Voltei para pegar, meio revoltado, mas voltei.
Outra coisa que estava me irritando é que percebia que eu ainda estava em elevada altitude em relação as outras montanhas. Caminhando pelos trilhos você não percebe se está descendo ou subindo, a inclinação é muito pequena. E eu não via a hora de perceber que realmente estava descendo a serra.
Segui pensativo, já com dor nos pés. De repente chutei uma pedra com o pé direito, e a pedra bateu no tornozelo do pé esquerdo. Cara, o barulho foi assim: “tôc”. E dor, muita dor. Pensei, por quê não comprei ainda uma bota trekking?! Percebi o quanto importante é ter uma bota trekking. Com bom amortecimento, cano alto, protegendo de torções e do desnível do piso.
Cheguei ao quarto túnel! Não feliz, mas bem estressado. Como que eu tinha planejado via Google Earth acampar logo após o segundo túnel num pasto, sendo que já estou no quarto túnel sem ver nenhum pasto?
Já estava bastante cansado, com dor nos pés, tornozelo, panturrilha, coxa., costas. Precisava acampara logo. O sol já estava ficando fraco, o vento frio doía os ossos. É impressionante como faz curva os trilhos, era só eu avistar uns três morros, e lá ia o trilho contornando os três. Quase desesperado encontrei um caminho estreito, parecia um estradinha de sítio. Vi que uma pequena parte era plana. Ficava à 30m dos trilhos. Pensei, é aqui mesmo.
Rapidamente montei a barraca, arrumei tudo dentro, e comecei a preparar a “cozinha”. Através da Internet encontrei um manual de como fazer uma espiriteira. Espiriteira é um fogareiro a álcool. E no sábado fiz uma, utilizando duas latas de BRAHMA. Em caso ela tinha funcionado de boa. Mas na hora de funcionar no acampamento… há, claro que funcionou!
Não foi tão eficiente quanto em casa, mas em 8 minutos ferveu a água e meu miojo ficou ótimo. Depois do miojo ainda comi um barrinha de cereal, e mas uma barrinha de chocolate. Já de estômago cheio tomei um comprimido de Tylaflex 750mg e dois goles de água. (Encontrei água boa entre o terceiro e quarto túnel).
Tirei a bota, coloquei uma calça e me deitei.
Liguei para casa e falei com minha irmã. Falei que estava em algum lugar no meio da mata atlântica, a 30 metros do trilho de trem. Também falei que ao contrário do que eu planejava, eu já tinha passado quatro túneis, mas que estava com dores. Informei que pelos meus cálculos eu deveria ter andado até ali uns 18km. (pesquisando dois dias depois descobri que tinha caminhado 20km até ali).
Eram 18:00hrs. Eu já estava deitado esperando ter sono. Fora do saco de dormir só o nariz, estava frio.
Fiquei escutando música no celular até adormecer.
E que noite mal dormida! Não por estar dormindo em cima de um isolante térmico de 6mm, mas por causa do trem. Eu acho que ele passou uma seis vezes a noite. Porém cada vez q ele passava, dava um contorno em uma montanha, e o vento trazia de novo o forte ruído. Então, cada vez que passava fazia duas vezes barulho. Como passou umas seis vezes, fez doze vezes barulho. Chaaaato pra caramba!
Acordei com a claridade, peguei o celular pra ver que hora era, e PF! Sem bateria. A porcaria tocou música até acabar a bateria. Nem como pedir socorro eu poderia agora. Levantei bem desanimado, percebi que tinha pouco movimentos nas pernas, estavam duras e meio dormentes. Em 20min desmontei a barraca, enrolei o saco de dormir, guardei o isolante térmico, comi um pão doce, uma barrinha de cereal e dois chicletes e dei no pé. Difícil colocar a mochila nas costas. Meus ombros doíam muito. Segui caminhando sem mexer os braços, tamanha era a dor.
O dia estava nublado. É bom caminhar quando está nublado, é fresco,  e úmido. Porém a paisagem não fica bonita. O morro Três Marias, em Corupá, estava com o cume encoberto por nuvens. Depois de caminhar uns 30 minutos cheguei até a igreja. Na verdade eu pretendia caminhar até essa igreja no primeiro dia. Ou seja, me enganei em dois sentidos. Porque eu quase cumpri meu objetivo, que era chegar até a igreja no primeiro dia, mas não sei como ao olhar no mapa eu deveria passado só por dois túneis até chegar nela. Vi que tinha feito confusão.
Depois dessa igreja o trilho começava a voltar em direção a São Bento do Sul, sabia disso pelo posição das montanhas. Andei, andei andei…. estava cansado. Então vi uma placa, “Em 1km Estação Rio Natal”. Ufa! Mas esses 1000m custaram a passar. Eu tinha pouca água, porque fiz o miojo e tomei remédio no dia anterior, e naquela manhã tomei um gole no “café da manhã” (que nem tinha café). Ou seja, eu deveria ter só 200ml de água. Cheguei na abandonada Estação Rio Natal!
Não entendi porque essa estação ficava no meio do nada. Deveria ser somente uma estação para as pessoas comprarem comida ou sucos e irem ao banheiro, imagino eu. Ela está totalmente depredada, o chão que era assoalha foi retirado, as paredes tem escritas com nome de todo mundo. Mas é visível que de vez em quando tem alguém ali, porque tinha um cacho de banana maduro na rampa dela. Filmei o interior, meio macabro. Se por um acaso tivesse alguém dentro e me assustasse eu enfartaria de certeza. Continuei a jornada.
Sabia que agora eu deveria encontrar somente mais um túnel e uma ponte, nada mais.
Mas não fazia nem idéia de quanto teria que caminhar.
A sede estava apertando, os pernas estavam duras. De repente faço uma curva e vejo pessoas. Eram operários da ALL. Empresa que opera todas a extensão de linha férrea. Fui falar com os dois chefes que observavam seus subordinados trabalharem. Pedi a eles se eu estava muito longe do último túnel da linha. Com uma cara bobo eles falaram que faltava 700m. Mas avisaram, antes de chegar no túnel você vai passar uma “rampa de nível”. Não siga pelos trilhos, é muito mais longe e pior de se caminhar. Vá pela rua e peça carona. Horas, eu tinha vindo desde de São Bento do Sul, e chegando no último túnel eu tinha idéia de quanto faltava para chegar em Corupá. Ao chegar na encruzilhada, tomei o resto de água. Decidi que iria continuar pelos trilhos até a Ponte Pêncil.
Cheguei ao quinto túnel!
Esse quinto túnel é o mais famoso, conseqüentemente o mais conhecido, e é também o mais incrível. Tem 130m de comprimento, esculpido na rocha. Ao contrário dos outros estes nem tem revestimento de cimento. Por ser somente de rocha é estável e dispensa o revestimento. Como é o mais comprido e também é em curva, no meio deles você não enxergar absolutamente nada. É uma sensação incrível. Nenhuma caverna que visitei é tão escura quanto esse túnel. E olha que já visitei cavernas à 72m de profundidade! Na entrada desse túnel peguei a lanterna, é bem estranho e um pouco claustrofóbico. Confesso que andei meio rápido para atravessá-lo. As gotas de água que caem geladíssima sobre a cabeça também uma sensação surreal.
Depois do último túnel, agora eu caminhava até a ponte de ferro. Que fica uns 300m depois da saída do túnel. Essa ponte fica sobre o Rio Vermelho. Um rio caudaloso, limpo e bonito. Ótimo para a prática de canoagem em águas brancas, acquaride e bóia-cross. A ponte é a mais bonita de todo o percurso. Tem uma estrutura em treliça bem robusta, é bonita e mais segura. Nesta é possível ficar com relativa segurança se vier o trem. Costumam fazer rapel e também pêndulo. Fica à 25 metros de altura.
E como não poderia ser diferente, ergui a cabeça e pés nos trilhos! A partir dessa ponte o trilho vai margeando o rio. É um percurso legal de caminhar porque, o rio é muito bonito, o som da água é agradável e os trilhos passam por alguns corredores formidáveis.

Enfim cheguei até a ponte pêncil. Resolvi largar os trilhos, a partir da li não teria mais nada interessante. Resolvi seguir pela estrada que dá acesso a São Bento do Sul (a primeira via de acesso à São Bento).

Nessa estrada muita gente pratica cicloturismo, passeios de motocicleta e de jipe. Contava com a hipótese de pegar carona com um jeepeiro até o centro de Corupá. Como era segunda feira. Nenhum carro passou por mim. Em 7km de caminhada! Somente motocicletas. Acabei chegando ao meu limite. Andava 100m, e parava. Sede, cansaço, fome, e muita, muita dor!
Decidi que pararia no primeiro telefone público que encontrasse. Há! Não poderia ter sido pior! Somente o sétimo telefone público que encontrei funcionou. E adivinha aonde eu já estava? Na praça do centro de Corupá. Da praça liguei para o meu pai vir me buscar. Quando ele chegou mal consegui atravessar a rua. Estava realmente muito mal.
 Tirando esse detalhe horrível do telefone. O que me deixou admirado foi expressão feita pelos corupaenses ao ver alguém caminhando com um mochilão nas costas. Parecia ser coisa de outro mundo pra eles. Mau sabem eles o quanto poderiam explorar o ecoturismo na região.
A cidade que é muito acolhedora poderia estar lotada de mochileiros assim como Bonito- MS. Que tem apenas 10 mil habitantes mas é cheia de mochileiros e viajantes. Acordem corupaenses! A vida não é feita só banana!
Um dica para a cidade de Corupá: Uma cidade com potencial turístico enorme e praticamente sem telefone público em funcionamento é vergonhoso!
Lista do que levei: mochila cargueira Montanha 75L, saco de dormir Nautika MUMMY, isolante térmico 6mm, garrafinha de água 750ml, bota de couro, barraca T&R Bivak1, dois miojos,
duas barras de cereal, quatro chicletes, uma barrinha de chocolate, remédio para dor, um casaco terceira camada, uma calça de moletom, bermuda e camiseta, dois pares de meia, câmera, um isqueiro e um maçarico, canivete, recipiente de alumínio para fazer comida, garfo e faca, espiriteira, 100ml de álcool, lanterna e celular.
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www.mochilandosemfronteiras.com
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Glauco
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35 Comments

  1. Anonymous Reply

    Olá Glauco,
    Muito bonita a reportagem do seu passeio pela serra, vc consegue prender o leitor reportando os detalhes tão bem, que é impossível não concluir a leitura. Só vc poderá reprisar o passeio no seu consciente, e isso só enriquece a alma. Foi um divertimento saudável, que um dia vc vai poder contar a seus filhos e netos.
    Parabéns pela ousadia e coragem.

    Abraços,
    Erica Adam
    Corupá- SC

  2. Glauco Reply

    Primeiramente obrigado pela visita ao blog. Segundo, por ter lido (o que a maioria não faz).
    Com certeza foi um passeio que não vou esquecer.
    Vi paisagens que 99% das pessoas nunca vão ver.
    É preciso conhecer nossa região. Que é fantástica e ainda pouco explorada.
    Obrigado.

  3. Anonymous Reply

    Espero que vc continue com suas aventuras saudáveis e sempre documentando e postando para podermos participar e viajar junto de sua leitura agradável aos lugares que já não me arriscaria a fazê-la. Isso só acrescenta ao ser humano sabedoria.
    Continue sempre na luta!!!!!!

    Abraços,
    Erica Adam
    Corupá- SC

  4. Anonymous Reply

    Glauco!

    Show de bola!
    Parabéns!!!

    As fotos ficaram demais! E consigo te visualizar enqto leio suas narrativas.. hehe… sua cara de estrssado é ótima!

    hahaha

    Bjs, Rose

  5. Luiz Augusto Kuczman Reply

    Legal Glauco!
    Muito bom ler seu relato dessa aventura pela Serra do Rio Natal.
    Só quem conhece sabe o quanto é deslumbrante este lugar!
    Gostei muito de ler!
    Me motivou a fazer o mesmo trajeto a pé.

  6. Glauco Reply

    Olá Luiz!
    Obrigado pela visita no blog!
    Realmente, saber que poucas pessoas conheceram aquele lugar da forma que conheci é muito legal. Provavelmente mais pessoas já tenham feito esse trajeto, mas sozinho eu não sei…
    Se resolver ir e tiver alguma dúvida, fique à vontade para perguntar. Abraços

  7. Roberto Sarti Reply

    Andar nos trilhos é algo único. Já fiz algumas caminhadas aqui na minha região e certamente farei outras mais. No meu orkut tem várias fotos e em uma comunidade que participo (link no profile) tem um relato de uma das caminhadas que fiz….é só procurar no orkut “roberto sarti guarapari”. Glauco, parabéns. Continue assim, aventureiro e nunca desanimando por causa do olhar assustado das pessoas….

  8. Glauco Reply

    Valeu pela visita Roberto. E caminhar pelos trilhos é realmente algo interessante. Envolve história, paisagens bonitas e a admiração por onde os trilhos serpenteiam paredões, atravessam montanhas e etc. E o olhar assustado geralmente é daqueles que vivem presos à rotina e na verdade, vivem a vida morrendo todo dia um pouco.
    Boas caminhadas!
    Abraços

  9. C. Reply

    Para mim é totalmente novo uma experiência assim, inclusive de ler num blog Glauco. Gostei do jeitao que vc escreve, foi me prendendo, parecia um livro que eu queria chegar logo no final. Confesso que acho pessoas como vc corajosas por passar sozinho uma noite numa mata. E fiquei imaginando vc caminhando em busca de alguma coisa, talvez em busca da mesma coisa que nos pegamos pensando pra que corremos atrás fora da mata… enfim, nem ligue, meus devaneios.

  10. Glauco Reply

    Oi Cris!
    Só fui ver agora que comentou no blog. Fico muito agradecido, de verdade. E realmente, caminhando sozinho por bastante tempo eu me pegava pensando em porque estava fazendo aquilo. Não tem uma resposta direta para isso. As vezes cansa viver em sociedade, cumprir horários, ter boas maneiras, se vestir bem, ouvir arrogantes esnobando-se o tempo inteiro… Procuro vivenciar em pouco tempo algo que muitas pessoas nunca conseguirão. É a liberdade, o extinto, o desejo incontrolável estar definitivamente incorporado à natureza.
    E não, não é um devaneio seu 😉

  11. Anonymous Reply

    olá
    meu nome é Egon Langer
    essa descida fiz com mais 4 colegas em 2008 – setembro
    saída às 07:30 h rio vermelho e chegada 18:45h corupá
    foi desgastante mas muito legal…
    quero fazer de novo
    parabéns pela iniciativa
    valeu

  12. Glauco Reply

    Valeu pelo comentário Egon!

    Meus amigos tbm vão fazer em um dia. Eu nem tinha pensado nessa hipótese. Resolvi ir devagar curtindo a paisagem, parando pra observar e tal.

    É necessário conhecer as “entranhas” da região onde vivemos. Não faz sentido viajar pra longe sem conhecer o que tem ao nosso redor.

    Valeu!

  13. Luciano Bellarmino Reply

    É, e fizemos! hehe
    Saímos dia 23/10 às 07:10 de Rio Vermelho e chegamos às 18:30 em Corupá! Tivemos a sorte de encontrar um trem na passagem do tunel 5, e encontrar a maria fumaça chegando em Rio Natal.
    Mesmo pegando chuva no inicio do percurso, e neblina por um longo trecho apos, foi muito interessante a caminhada. Recomendo!

    Luciano Bellarmino
    Jaraguá do Sul – SC

  14. Anonymous Reply

    tai o que eu sempre quiz fazer e nao o fiz isto entre 1940 e l950, mas gostei da tua narrativa. abraços, eduardo- curitiba/pr.

  15. lunatidoido Reply

    Não sei se vc sabe, mas toda quinta-feira santa durante a noite muita gente de são bento faz esse mesmo trajeto.

    Uma dica pra vc: é possível dormir no pátio da igreja de rio natal a noite, basta pular o portão de ferro dos fundos e se abrigar no pátio, em cima de uma das mesas. Todo ano eu e meus amigos fazemos isso (já fui 5 anos seguidos) e nunca tivemos problemas. Você não vai passar frio e nem ouvir o trem tão de perto. Também dá pra pegar água lá na igreja de rio natal.

    Abraços

  16. Anonymous Reply

    è caros amigos so que eu andei por ai de trem de passageiros qie ia de Curitiba até São Francisco do Sul entre os anos de l940 e l950 a mais de 60 anos atrás e na época até tinha vontade de fazer este trecho à pé porém ninguem queria arriscar e sózinho na épo ca era muito dificil, mas valeu mesmo assim, e agora vejo que jovens de agora se aventuram a fazer esses passeios que apesar de tudo devem ser maravilhosos. Abraços. Eduardo – Curitiba/Pr.

  17. Glauco Reply

    Lunatidoido – Obrigada pela visita!
    Caramba, fazer esse trajeto a noite deve ser de arrepiar!
    Pois é, eu queria acampar por perto da igreja, mas nem imaginava que estava perto dela quando resolvi acampar na mata.

    Eduardo – Muito obrigado pela visita!
    É importante que o instinto peregrino se mantenha vivo. Nunca é tarde para realizar um sonho do passado. Quem sabe um trecho que cada vez 😉
    Abraços

  18. Anonymous Reply

    Fiz esse percurso dia 9 e 10 com a tropa senior do meu grupo escoteiro. Achei muito interessante como voce retrata a jornada, e tambem varias fontes de agua potavel.
    André – Jlle-Sc

  19. Glauco Reply

    Legal fazer esse trajeto com grupo de escoteiro. Nunca tive oportunidade de ter contato com um grupo de escoteiros, mas imagino que deve ser a melhor forma de colocar as crianças no caminho de uma vida sustentável e em contato com a natureza.

    1. Glauco Reply

      Muito obrigado pelo elogio, fico contente em saber que tem gente lendo e gostando. São raros os que elogiam sem dizer: “Você é louco cara!”.
      Muito obrigado mesmo!

  20. Anonymous Reply

    o glauco eu também tive duas vezes essa experiencia que vc fez de ir até corupa pelos trilhos eu agora dia 15 estou indo pelo trilhos até a igreja de rio natal wlw

  21. Anonymous Reply

    Glauco, se vc achou cansativo essa caminhada pela trecho da serra do mar da linha são francisco, tens que um dia fazer os 53 km da serra do espigão na linha do tronco sul, conhecida como “tunelândia”. Três dias de caminhada em meio a floresta de araucárias (ou o que sobrou delas) Mas mesmo assim parabenizo pela empreitada e sozinho ainda por cima. Foi punk!

  22. Glauco Reply

    Pois é Anônimo! Quero fazer esse trekking sim. Já estava planejando com um amigo fazer. Ta na lista, numa dessas você encontro o relato aqui daqui uns meses. Obrigado pelos comentários, abraços.

  23. Anonymous Reply

    Sabe Glauco concordo em gênero,número e grau com você. Eu que moro em São Bento do Sul,e já fiz esse percurso acho que a nossa região é muito mau explorada, veja Ecoturismo em São Bento, Corupá, Rio Negrinho, Campo Alegre e Jaraguá, o Rio São Bento e seus afluentes por exemplo, com seus 12 metros de largura e seus poços de 2 metros interligam o centro da cidade com as redondezas, imagine se um empresário criasse um serviço de barco, iria nadar em dinheiro agora que o prefeito está investindo em cicloturismo, sabe eles não aproveitam nem a culinária, cultura e qualidades desse povo, olha eu queria comprar uma chácara nas margens do Rio São Bento, e que pessoas com mentalidade correta também essa cidade iria ter novos ares. Gostei da iniciativa do Sandro Jankoski que transformou o Parque 23 de Setembro no Central Parque Brasileiro.

    1. Glauco Reply

      Valeu Vitor! A ferrovia do trigo está em minha lista de espera. Era para ter rolado no inverno deste ano. Acabou não acontecendo. Mas ainda farei essa que é a travessia mais conhecida do RS. Abraços!

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