Trekking Monte Crista – Santa Catarina


Já deve fazer um ano e pouco talvez, desde que eu escutei falar pela primeira vez no Monte Crista. Convenhamos, só o nome já desperta curiosidade!
Trata-se de uma montanha localizada no pé da Serra do Mar, bem na divisa dos municípios de Garuva e Joinville. Essa montanha envolve muitas lendas, principalemente pelo fato de ter quilômetros de escadaria de pedra que vai até os altos Campos do Quiriri. O interessante é que até hoje não se sabe quem fez essas escadas. Alguns alegam ter sido os Incas, numa tentativa de expandir seu território teriam atravessado o continente até o Atlântico. Outros crêem ter sido os Jesuítas, com o intuito de catequizar os povos da américa do Sul. O fato é que esses caminhos de pedras seguem para o Paraná, passam pelo Paraguai, Mato Grosso do Sul, Bolívia e terminam no Peru.
Ainda no Monte Crista, temos o Guardião, formação rochosa em forma de uma pessoa sentada. Também não se tem certeza se foi encaixada ou é natural.
Também é possível encontrar pedras com escrituras, que alguns dizem ser o mapa dos tesouros escondidos pelos Jesuítas numa tentativa de impedir que piratas vindos do atlântico roubassem. Outros dizem que são mapas dos caminhos de pedras…  
Nesse um ano e pouco fiquei esperando uma oportunidade para conhecer o Monte Crista, mas acabou que alguns conhecidos aos poucos foram e eu não, seja por compromissos, faculdade ou outras viagens. Esse ano, quando voltei da Patagônia, decidi que iria no feriado de páscoa. Então tentei convencer alguém a ir junto, mas nem rolou.
Quinta feira (21/04) era a data que decidi que iria subir o Monte Crista. Porém quando acordei e vi o tempo nublado e chuvoso desisti. Fiquei com tudo pronto, na expectativa de que na sexta o tempo abrisse. E tive sorte, acordei e vi um lindo dia nascendo, ensolarado. Minha mãe e minha irmã me levaram até a Pousada Monte Crista, e para chegar lá usei um mapinha que encontrei na internet. Levamos uma hora e pouco de Jaraguá até lá. Eu pretendia chegar mais cedo, mas as duas atrasaram, e chegamos só as 08:40 hrs. 
No estacionamento da Pousada paguei a taxinha de R$ 3,00, pedi para minha irmã bater uma foto minha na ponte pêncil e me despedi. Falei que iria voltar no dia seguinte ou no domingo.
Segui caminhando pela trilha que ainda não estava no meio da mata, parecia um pasto que a anos estava abandonado. Percebi que a trilha iria ser difícil, porque já no pasto a lama e a quantidade de pegadas denunciavam uma trilha castigada pelas botas. E pudera, o número da minha ficha de acesso à montanha era 472! E esse número tinha sido contado desde o dia anterior!
Depois de 10 minutos de caminhada, cheguei no rio que se tem atravessar ou por dentro da água ou pelas pedras quando está razo. Com minha bota impermeável não tive dificuldade alguma, saltitando pelas pedras cheguei do outro lado seco.
Tinha uma grupo de rapazes ajeitando a mochila, e ao chegar próximo deles dei bom dia. Quando um deles se vira pra mim vi que era o Max! Colega de faculdade, também faz engenharia mecânica. Ele estava com mais três amigos, um também da faculdade e outros dois que conhecia da igreja dele. Ficaram surpresos em saber que eu iria fazer a trilha sozinho, e convidaram para ir com eles. Como eram todos muito animados resolvi seguir com eles.
Apesar daquela ser a quinta vez que o Max subiria o Monte Crista, na primeira bifurcação, pegamos o lado errado! Por sorte depois de 10 minutos de caminhada encontramos um casal que nos disse que ali não era a trilha principal, e sim uma secundária que dava acesso a uma cachoeira.
Na trilha principal seguimos caminhando num bom ritmo, e logo começamos a passar por pessoas que também estavam subindo. Conforme o tempo vai passando, mais escorregadia e úmida a trilha fica, até chegar no famoso trecho conhecido como a “saboneteira”. Adivinha porque? (rs)
Não sei quantos quilômetros caminhamos pela saboneteira, mas é impossível não lembrar de tanta lama, aclive e escorregões! Trata-se de um solo argiloso e cercado pela densa mata atlântica. O tempo todo atravessamos riachos que cortam a trilha. Em uma parada para beber água, encontramos várias pessoas também tomando um fôlego e bebendo água. E todas, todas muito sujas de barro. Acontece que o principal público que visita o Monte Crista não são trekkers propriamente ditos, e sim pessoas que resolvem subir a montanha de qualquer jeito. Quando digo de qualquer jeito é usando ao invés de bota, roupas e equipamentos próprios, usavam converse all star, calça jeans, mochila sem barrigueira e até malas de viagem daquelas de mão. Por isso, acabam sofrendo muito, se machucando com tombos, caminhando com dificuldade.
Mais ou menos duas horas após o início da trilha, chegamos num local chamado clareira. Ali é um ponto de descanço, um trevinho na verdade. Se tem três opções de trilhas ali. A da direita vai para uma pequena cachoeira, a do meio é a principal de acesso ao cume, e a da esquerda segue até uma outra cachoeira, com mais de 20 metros.
Ali fizemos um rápido lanche, ou melhor, como se trata de um trekking na região, vou dizer usando o vocabulário local, então corrigindo, ali fizemos um frischtick.
Ali na clareira tinha uma gata esperando seus amigos, ela era de Joinville e já tinha subido o Monte Crista diversas vezes, e dessa vez estava com um grupo de amigos que não tinha experiência em trilha e estavam pela primeira vez fazendo o trekking. Ela nos pediu se eles estavam muito atrasados em relação a nós, dissemos que pelo menos 30 min. Já impaciente de esperar ela só disse: “PPFF!”.
Eu tinha lido em sites que após a clareira a trilha muda bastante, inicia um trecho mais inclinado, com pedras e cheio de degraus. Não sei porque diabos menosprezei essa informação, creio que pensei ainda estar com o preparo físico com que tinha vindo da Patagônia.
Os primeiros 30 minutos depois da clareira é de uma subida muito intensa, algo como 45º, porém com degraus de grandes proporções. Por vezes, esses degraus chegam a meio metro de altura, e com uma mochila de 75L não é nada fácil levantar tanto a perna e ter força para subir. Nesse trecho percebi que meu rendimento diminuiu. Por diversas vezes tive a impressão de não conseguir respirar ar suficiente para me manter. O segredo foi diminuir o passo. Bastante cansado também estava o Joabe, o outro acadêmico de eng. mecânica que estava conosco. Então após cada seqüência de aclives, dávamos-mos uma parada para beber água e respirar mais fundo.
Mesmo dessa forma, ninguém ultrapassava nós, todos que fomos encontrando subindo a trilha, ultrapassamos. Claro, que a maioria das pessoas não tem preparo físico e por isso necessitam de mais tempo.
Com a trilha um pouco menos inclinada, chegamos no mirador. Quando o Joabe foi se sentar para descansar, um cara que estava sentado no lado oposto de um berro para ela parar. Quando olhamos porque ele berrou não acreditamos. Alguém tinha cagado ali na beira da trilha, sem ter o mínimo de consciência. É lamentável uma coisa dessa, depois esses malditos brasileiros falam mal dos argentinos. Em momento algum vi um coisa parecida com isso nos 100 km que fiz de trilha na Patagônia. O povo brasileiro se controla aplicando multa, taxa e imposto. Eterna ignorância primata.
Foi rapidinha a parada no mirador, subimos na grande pedra, tiramos umas fotos, gravamos rápidos videos, pegamos as mochilas e continuamos. Sempre parando quando alguém estivesse mais cansado, seguimos em bom ritmo. Porém acabou minha água, eu tinha levado a  hidro bag de 1,5L cheia e já tinha terminado. E é sempre assim, quando acaba a água do reservatório, somem os córregos. Demorou mais uns 45 minutos até encontrarmos um. Estava disputadíssimo, muita gente coletando água e descansando.
Tirei a mochila das costas e enchi a hidro bag. É incrível o poder da água, ao mesmo tempo que ela revitaliza, ela nos desmonta com seu peso. Já cansado, após colocar o 1,5 kg de água nas costas pensei que iria morrer. A partir dali seguimos caminhando com algumas pessoas empacando a trilha. Aos poucos ultrapassamos todos. Porém eu estava esgotado, era a última hora de caminhada, mas pensei que não iria terminar mais essa última hora. Comecei a ter câimbra na coxa esquerda, depois da direita. Fizemos uma pequena pausa de dois minutos e continuamos. As câimbras não passaram, pensei que aquela situação não podia piorar, rá, ledo engano. Passei a ter também câimbras nos pés!
Eu ja estava me arrasando, tive a impressão de estar ficando alejado naquele momento. A galera sumiu na frente até eu escutar eles falando  se acampariam ali ou não. Era um pequeno acampamento, pensei, é aqui mesmo que fico!
Mas o pessoal disse que tinham um alugar melhor para acampar, e resolveram continuar. Foram só mais dez 10 minutos de caminhada, mas pareceu três vezes mais. Finalmente então, chegamos num pequeno platô, com vista para o cume do Monte Crista, de frente para um profundo vale e que diastante no horizonte era possível ver barracas montadas próximo de onde deveria ser a pedra da “cabeluda”.
Levamos no total 5 horas para subir, sendo que não fomos ultrapassados por ninguém e ainda ultrapassamos uns seis grupos.
Antes de armar as barracas resolvemos descansar. Deitado sobre o isolante térmico fiquei recuperando minhas energias. Barras de cereais e carboidrato em gel ajudaram.
Só quando estava melhor, resolvi montar minha pequena barraca. E enquanto a galera montava as outras barracas continuei deitado. Depois resolvemos pegar lenha para fazer fogo. Como a vegetação lá em cima é somente de tortuosos arbustos, não encontramos nada que rendesse um bom fogo. Detalhe importante, eu sou contra essa prática de fogueiras, porém não encontrei em lugar nenhum o cartucho Tekgás em Jaraguá do Sul! Se eu tivesse encontrado teria levado o meu fogareiro, sendo que é muito mais prático e seguro do que fogueiras.
Esse trabalho de pegar lenhas rendeu um bom tempo, e aproximadamente as 16:20 hrs, resolvemos ir até as cachoeiras. Peguei minha mochila de ataque, minha hidro bag e a lanterna. Foi mais um hora de caminhada até as cachoeiras, um lugar lindo! Poços profundos e água cristalina exibem sua beleza num lugar ainda preservado. As pedras também chamam a atenção, algumas tem formas que parecem ter sido feitas e ainda são na cor laranja.
Aproveitei para encher meu hidro bag de água, pois no acampamento eu não tinha o que beber.
Como já era previsto, na metade da trilha de volta ao acampamento, escureceu. Seguimos caminhando utilizando lanterna, porém lugares alagadas e muitas pedras complicavam o caminhar. O Max que estava sem lanterna em determinado momento escorregou e acabou torcendo o pé. Depois disso fomos caminhando ainda mais devagar.
Chegando no acampamento, me deitei no capim. Estava mais uma vez exausto! Fiquei ali olhando para as estrelas, matando os mosquitos e pensando como seria a descida no dia seguinte. Com uma enorme preguiça resolvi então ascender a espiriteira que eu tinha feito em casa com latinha cerveja. Eu não tinha muito álcool (esqueci de comprar mais na viagem de Jaraguá até Garuva), e por isso sabia que seria complicado. Depois de muito esforço a água começou a ferver na panelinha que ganhei no sorteio do site Cozinha na Mochila (tinha ganho um kit de cozinha Guepardo), porém o álcool começou a acabar. Tirei a panelinha, joguei mais álcool e torci para que desse certo. Não deu! O vento acabou ficando cada vez mais forte e o fogo não aquecia suficiente a espiriteira e assim o álcool acabou de novo.
Não teve jeito, tive que partir para a fogueira mesmo. A galera já estava fazendo fogo, também com dificuldade por causa do vento e da madeira meio úmida. Coloquei a panela lá e fiz meu miojo. Depois de comer meu miojo fiquei cuidando da fogueira enquanto a galera assava seus pedaços de carne no espeto de bambu. Carne! Isso mesmo! Os loucos levaram carne lá pra cima.
Enquanto mantinha o fogo, observava nas montanhas ao redor. Em todos os lados a galera ficava piscando suas lanternas. Mesmo nas montanhas mais distantes era possível ver luzes de lanterna piscando. Achei incrível, foi a primeira vez que vi isso. Claro que respondia ligando e desligando a minha lanterna também.
Depois do pessoal assar seus pedaços de carne, fiz ainda mais um miojo e ainda fervi água pra tomar um chá. Todos foram dormir e eu fiquei ainda olhando para o horizonte. Pensando na grandiosidade do momento em estar no alto de uma montanha, sentindo o vento gelado e o cheiro da mato. Só quando começou a ventar ainda mais forte foi resolvi entrar na barraca e dormir.


___ 


Segundo dia:


Era 03:00 hrs e ventava forte, nas outras barracas eles tinham colocado uma lona por cima, e aquilo chacoalhava e fazia um barulho muito chato. De repente escutei pessoas vindo caminhando e conversando. E quando chegaram no nosso acampamento escutei um deles falar: – Vamos acampar aqui!
Minha nossa, eu louco para dormir, e os caras montando a barraca as 03:00 hrs!
Pareciam estar bêbados, falavam muito alto, se desentendiam para montar a barraca. O vento também atrapalhava. Creio que depois de uns 30 minutos eles conseguiram acabar de montar e foram dormir.


Eu tinha como um objetivo ver o sol nascendo do cume do Monte Crista, por isso tinha colocado o relógio para despertar as 05:50 hrs. Porém quando despertou não pensei duas vezes em desligá-lo! Continuei dormindo e acordei de novo as 06:10 hrs, então resolvi levantar. Saí da barraca e comecei a chamar a galera. Mas um imprevisto aconteceu, ao jogar água no cabelo para arrumá-lo, percebi algo grudado. Inexplicavelmente um sachê de carboidrato gel estourou (provavelmente estava jogado na barraca e deitei em cima) enquanto eu dormia e sujou meu cabelo. Cara, como ele secou, virou tipo um chiclete. Como eu não tinha opção fui arrebentando os fios e tirando os pedaços, claro que meu sono passou!
A galera então levantou, menos o Joabe que resolveu não ir.
Começamos então o ataque ao cume, caminhando rápido para não perder o momento crucial de ver o sol nascer, logo perdi o fôlego. A parte final para chegar no cume é uma escalaminhada de 70 metros verticais, e sem fazer paradas chegamos ao cume a tempo de ver o sol nascendo. Estava tudo coberto de nuvens, e aos poucos o sol foi brotando de dentro delas. Tudo ficou nostalgicamente vermelho. E no cume só nós e outras três pessoas que já estavam lá quando chegamos.
Ficamos uns 20 minutos curtindo o momento, batendo fotos e gravando vídeos, e então voltamos até o Guardião da montanha, um conjunto de pedras empilhadas em forma de uma pessoa sentada. Até hoje há muita discussão se ele foi montado por outras civilizações ou se é somente uma coincidência.
No Guardião tiramos mais umas fotos e então voltamos ao nosso acampamento.
Procuramos fazer um café da manhã rápido, joguei uns gravetos no que tinha sobrado da fogueira e esquentei água para um chá, comi também várias barras de cereais, chocolate, carboidrato em gel e tomei um Dorflex.
Iniciamos a descida por volta das 08:30 hrs. Logo no início da descida paramos para pegar água, enchi a hidro bag para não me preocupar. Resolvemos também que desceríamos devagar, tentando poupar esforços excessivos nos joelhos.
Mesmo o esforço físico para a descida sendo menor, fazíamos a cada 30 min uma breve parada, para recuperar o fôlego e beber água.
Chegamos na clareira super bem, e resolvemos pegar a outra trilha que dava acesso a uma cachoeira. Caminhamos uns 10 minutos e escondemos as mochilas, para ir e voltar da cachoeira sem grandes esforços.
Foram 30 minutos de caminhada até essa cachoeira, e valeu muito a pena! A cachoeira era linda, com 25 m aproximadamente de altura. A água caía em um poço muito profundo e transparente. A além disso a cor das pedras também chamavam a atenção, eram laranja.
Descidi que um dia acamparei nesse lugar. O vento úmido e fresco da cachoeira é muito agradável, o som então, nem se fala. E um diferencial desse lugar, é que não tem pessoas como nas cachoeiras perto da cabeluda. Estávamos só nós ali.
Depois de curtir por uns 20 minutos o lugar, voltamos até as mochilas e a clareira. Fizemos um lanche, e iniciamos o trecho final da caminhada.
Não demorou muito para ficar suja e escorregadia a trilha, após a clareira. Chegando na saboneteira, fiquei incrédulo. Era muita lama, água e marcas de tombos da galera que já tinha passado. A bota foi acumulando lama e parecia pesar 2 kg a mais em cada pé.
Curioso foi que na subida a saboneteira parecia ser curta, mas na hora de descer… não acabava mais!
Foi praticamente uma hora e meia andando no meio de muita lama, tendo que ter muita atenção para evitar tombos.
Chegamos no rio bastante cansados, lá a galera que não estava com bota meteu os pés no rio e lavou os calçados ali mesmo. Como minha bota é impermeável nem lavei nada, afinal, meus pés estavam secos.
Caminhamos até a pousada e encontramos a noiva do Joabe. Mesmo eles estando já em 5 no Clio, ainda assim fizeram o favor de me dar uma carona até a BR-101. Economizei assim 3,5 km de caminhada. Lá me despedi da galera que seguiu pra Jaraguá, e eu? Rá, fiquei na beira da BR-101 pensando se ligaria pra alguém me buscar ou tentaria pegar um ônibus mesmo estando sujo e fedido.
A segunda opção me pareceu mais atraente, então encontrei uns moradores da região e pedi onde eu podia pegar o ônibus, apontaram para a frente de uma casa, e pra lá que eu fui. Esperei por uns 20 min e então consegui parar um ônibus. Pedi pro motorista se deveria colocar o mochilão no bagageiro, ele mandou entrar com a mochila mesmo.
Eu tive muita sorte, em menos de 10 minutos depois de ter embarcado, caiu uma chuva daqueeelas! Muitos carros parados no acostamento. Fiquei pensando como estaria eu se o ônibus não tivesse passado naquele horário…
O valor da passagem da balança de pesagem de Garuva até Joinville foi de R$ 4,50. Cheguei em Joinville morrendo de vergonha do meu estado. Calças e botas todas sujas de barro, cara de acabado e cabelo desgrenhado. Comprei passagem pra Jaraguá para um ônibus que sairia em 45 minutos. Assim resolvi então comer algumas coisa antes de embarcar.
Quando o ônibus chegou fiquei torcendo para que não tivesse ninguém na poltrona do lado da minha, e tive sorte!
Voltei sozinho de Joinville até Jaraguá, e o melhor, dormindo!

Em Jaraguá desembarquei e segui caminhando pela cidade até o terminal de ônibus (2,5 km). Isso foi algo inusitado. Eu nunca havia caminhado com mochilão em Jaraguá, e como a cidade não é turística, muitos me paravam pedindo de onde eu estava vindo e para onde estava indo. Creio por ter as bandeiras da Argentina e do Chile bordadas na mochila.

Cheguei no terminal eu fui alvo de dezenas de olhares.  Todos curiosos olhando o sujeito sujo e se arrastando com uma mochila gigante nas costas.
Esperei 40 minutos para pegar o ônibus que passa pelo bairro onde moro, e por sorte não tinha nenhum conhecido. Pedi para o motorista se podia ficar nos bancos da frente, porque seria uma catástrofe tentar passar pela catraca com a mochila. O motora aceitou de boa.
Cheguei em casa feliz por ter realizado mais um objetivo e mais feliz por saber que minha cama confortável me aguardava.  

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Glauco
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5 Comments

  1. Anonymous Reply

    Olá, acabei de ler seu relato e achei bastante rico de detalhes, muito bom…
    voce acabou subindo no periodo onde há uma concentração muito grande de “aventureiros” dispostos a enfrentar a trilha. Geralmente na pascoa sobem centenas de pessoas (há alguns anos atras foram contados mais de 800 pessoas) e como voce mesmo constatou, muitos sem preparos, sejam físicos, sejam de equipamentos. Imagine se todos levassem um facão ou machadinha… quanto desmatamento geraria, ou então, se todos deixarem seus lixos nas trilhas e acampamento, imagina o volume de poluição…
    A AJM – Associação Joinvilense de Montanhismo vem desenvolvendo trabalhos de manutenção nas trilhas e conscientização dos aventureiros, principalmente no feriado da Pascoa, para que o local seja preservado, mas o trabalho é longo e exige dedicação.
    Frequento o Monte Crista a 20 anos e realmente o lugar é fantástico.
    abraços e boas caminhadas!!
    Rafael – rafael.giacomelli@yahoo.com.br

  2. Glauco Reply

    A trilha a partir da ponte pêncil (início) até o cume por GPS ouvi dizer que tem 8 km. Na placa onde se faz o registro da subida diz 10 km. Mas a distância pouco importa, o aclive sim. São praticamente 1000 metros de desnível. Se for fora do feriado de páscoa é mais fácil, porque tem menos lama, e a bota pesa menos. A saboneteira nessa feriado vira o bixo! Abraços

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