Mochilão Brasil – 1º Dia – São Fco do Sul a Bonito – MS


Acordei cedo, tomei um café da manhã reforçado e parti de São Francisco do Sul (onde tenho casa na praia) para o aeroporto de Curitiba. Na serra de Curitiba vimos dois acidentes. As 10h00min fiz o check-in. 11h00min em ponto embarquei. Era meu primeiro vôo. Escolhi a empresa aérea Azul. Realmente gostei da empresa, conforme tinha lido nos blogs, é uma empresa com aviões novos, preço da passagem barata e com um bom atendimento. De Curitiba à Campinas não tinha ninguém sentado ao meu lado. No aeroporto de Campinas esperei por uma hora, para pegar o segundo avião rumo à Campo Grande. Neste vôo na poltrona da janela que tinha reservado estava ocupada por uma garota. Não falei nada, apesar de ter ficado meio puto. Pois pensei que poderia ver alguma coisa do Pantanal durante o vôo. Cheguei a Campo Grande com a temperatura em torno de 30ºC. Peguei minha mochila e fui rápido ao banheiro. No banheiro só cabia eu, ou a mochila. Deixei ela do lado de fora. Separei meu dinheiro nas meias, um pouco na pochete de fora, e um pouco a pochete que fica por baixo da blusa. Junto com os documentos e cartões bancários.
Saí do banheiro e procurar um táxi. A tarifa de embarque do táxi era de R$ 9,90! Até a rodoviária custou-me R$23,50. Por apenas uns 6,5km.
Na rodoviária que tive a certeza que tinha saído do sul do Brasil. Muito lixo jogado no chão, poucas lixeiras, pessoas se esbarrando para conseguir espaço na sombra. Dentro da rodoviária um calor terrível, escura, barraquinhas vendendo praticamente só frituras, e que me recorde nada de placas indicando onde encontrar banheiro ou local de compra de passagens. Comprei minha passagem para Bonito para o último horário. O das 17h00min. Pois o ônibus que saia de Campo Grande à Bonito das 15h00min já não tinha mais vaga. A moça que me vendeu a passagem mostrou-me onde deveria esperar pelo ônibus. Que na verdade nem chegaria a parar na rodoviária, e sim na esquina em frente. Peguei a passagem que me custou R$ 49,90, pela empresa Cruzeira do Sul e fui à esquina comprar água.
No bar em que resolvi ficar bebendo água e esperando o ônibus, era de uma família boliviana. O bar era amarelo com paredes encardidas, pedi uma água gelada. Paguei R$ 1,50. Na rodoviária fiquei observando como era a rotina naquele lugar. As pessoas são em sua maioria são morenas, cabelos lisos e olhos um pouco puxados. Muitos mendigos vinham pedir dinheiro. Neguei à todos. Muitas prostitutas também passavam mandando beijinhos, ou dando piscadas nada discretas. As horas pareciam não passar, o lugar era feio e eu não estava confortável naquela situação. Uma coisa interessante que observei foi o trânsito calmo. A cidade tinha bastantes carros, porém todos eram muito respeitosos. Andavam devagar e não se ouvia buzinadas ou carros com som alto. Nesse quesito dava de dez à zero em relação à Jaraguá do Sul.
Finalmente o ônibus chegou. Na verdade nem era um ônibus, e sim um micro-ônibus com uma carreta atrás. Embarquei junto com mais 4 pessoas.
De Campo Grande até a cidade mais próxima, só lembro-me de termos feitos uma curva na rodovia. Isso em mais de uma hora de viagem!
De Campo Grande à Bonito passamos por bastantes cidades. Todos pequenas e com a mesma coloração avermelhada. A terra que variava entre vermelho e roxo acumulava em tudo. Os carros, os muros, as plantas e calçadas mesmo tendo cores diferentes eram cobertas por essa poeira de cor forte.
Nesse trajeto dentro do micro-ônibus só conversavam sobre músicos de sertanejo, ou de locutores de rodeio. Como não entendo sobre esses dois assuntos fiquei calado praticamente a viagem toda. Já a noite meu pai ligou. Disse-lhe que estava em algum lugar rumo à Bonito. Sabia somente que chegaria a Bonito em torno das 22h00min. Meu pai ficou feliz em saber que eu ainda estava bem e que estava “próximo” de chegar ao meu destino, que até então era pra ser o final.
Cochilei durante a viagem várias vezes, na última e mais profunda me babei bastante. Cheguei em Bonito 22:30. A rodoviária fica à duas quadras da rua principal. Ruas pouco iluminadas, se pavimentação e todas as quadras quadradas me chamaram a atenção. Pedi para um senhor se ele sabia me dizer onde era o Hostel Bonito. Este senhor muito atencioso falou para eu acompanhá-lo. Disse-me que sua casa ficava apenas 3 quadras antes do albergue.
Não tenho certeza, mas o Hostel ficava a 9 longas quadras da rodoviária. Foi sofrido carregar minha mochila de 12,5kg nas costas após de um dia inteiro de viagem.
Cheguei no albergue e me identifiquei. A Ivete, muito atenciosa, me mostrou rapidamente o albergue e explicou como funcionava. Mostrou meu quarto e apresentou-me ao André, que tinha acabado de sair do banho.
Tirei algumas coisas do mochilão e fui tomar um banho. Depois conversei um pouco com André e dormi.
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